À agência Lusa, no final de uma reunião com a Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE), o diretor Manuel Lima disse que a partir da próxima semana a escola vai sofrer “pequenas intervenções” que viabilizarão a solução provisória de ali manter as 23 turmas do 9.º ano e dos ensinos secundário e noturno.
Segundo o diretor, a tutela comprometeu-se a fazer uma efetiva intervenção na escola até 2020, tendo confirmado à direção e aos representantes da associação de pais que estas obras estão mapeadas no programa Norte 2020, com um valor orçamentado de seis milhões de euros.
A Escola Secundária Alexandre Herculano foi encerrada na quinta-feira por “chover em várias salas”. Manuel Lima disse na altura que os alunos só regressariam quando existissem garantias de que poderem circular “sem qualquer possibilidade de lhes cair um bocado de teto em cima”.
O diretor aceitou agora esta medida “transitória” para “salvaguardar o interesse pedagógico dos alunos”, considerando que “a paragem de aulas não é boa para a escola, para os alunos e para as famílias”. Esta é também a opinião do representante dos pais, Fernando Barbosa: “Numa situação de emergência o ponto fulcral era a celeridade neste processo. Os alunos devem estar na escola e não em casa”.
Esta sexta-feira de manhã, no debate quinzenal, o primeiro-ministro garantiu que há condições para se iniciarem obras em 200 escolas no país.
António Costa recordou que a Escola Alexandre Herculano era uma das 39 escolas cujas obras estavam adjudicadas em 2011, tendo sido anuladas no Governo anterior.