A cidade do Porto voltou a destacar-se na gestão eficiente da água, ao atingir em 2025 o melhor resultado de sempre neste indicador. Graças ao trabalho desenvolvido pela Águas e Energia do Porto, as perdas na rede desceram para 11,8%, um valor bastante abaixo da média nacional.
Este desempenho coloca o Porto muito longe dos 26,9% registados a nível nacional e também abaixo do patamar considerado de “boa qualidade” pela ERSAR. É, aliás, a primeira vez que o município consegue ficar abaixo da fasquia dos 12% (via CM Porto).
A chamada Água Não Faturada, que corresponde à diferença entre a água que entra no sistema e a que é efetivamente cobrada, inclui perdas por fugas, erros de medição ou consumos não autorizados. Reduzir este indicador significa, na prática, menos desperdício e maior eficiência.
Os ganhos são diretos: menos água perdida nas condutas, menor necessidade de captação, redução do consumo energético e dos custos operacionais, além de um abastecimento mais estável e fiável para a população.
Este resultado é fruto de um trabalho contínuo e pouco visível no terreno. Ao longo do último ano, foram reforçados os sistemas de monitorização em tempo real, com centenas de pontos de controlo espalhados pela cidade, e intensificada a deteção precoce de fugas, muitas vezes durante a noite.
A intervenção incluiu ainda a substituição de mais de 13 quilómetros de condutas, a renovação de milhares de contadores e uma elevada capacidade de resposta a avarias, mais de 80% resolvidas no próprio dia.
Para a autarquia, este caminho é essencial num contexto de crescente pressão sobre os recursos hídricos. Mesmo em períodos de maior precipitação, a prioridade mantém-se: garantir uma gestão sustentável e eficiente da água a longo prazo.