O Museu Nacional de Soares dos Reis (MNSR), no Porto, vai avançar com uma intervenção de restauro no Palácio dos Carrancas, edifício que o acolhe desde 1940. O tempo estimado de obras é de 10 meses.
Estas serão financiadas em 1,3 milhões de euros pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), centram-se na substituição completa do telhado, mas o museu continuará a funcionar durante todo o processo (via Porto Canal).
O MNSR escrever um comunicado esta segunda-feira, dia 6 de outubro. Neste, explicou que a empreitada “visa a substituição integral do telhado do Palácio dos Carrancas; revisão do telhado do edifico técnico; revisão integral de todos os vãos exteriores – janelas e portas; tratamento e pinturas de portadas; pintura integral de todos os paramentos do edifício e conservação e restauro do painel de azulejos do Picadeiro”.
Para evitar perturbações significativas nas visitas, explicam os responsáveis pelo Museu que foi “delineado um plano de trabalho que objetiva minimizar o impacto das obras no circuito de visitação do espaço museológico”.
De acordo com os dados disponíveis na plataforma Mais Transparência, o projeto global do MNSR tem um financiamento total de 1,91 milhões de euros, dos quais 505 mil já foram pagos. No entanto, a orientação técnica mais recente do Fundo de Salvaguarda do Património Cultural, datada de 15 de setembro, ajusta o valor contratualizado para 1,68 milhões de euros.
Criado em 1833 por decisão do rei Pedro IV, o Museu Nacional de Soares dos Reis foi o primeiro museu público de arte em Portugal. Inicialmente instalado no Convento de Santo António da Cidade, em São Lázaro, transferiu-se para o Palácio dos Carrancas em 1940, onde permanece até hoje.
O acervo do museu inclui cerca de 2500 obras de pintura dos séculos XVI a XX, com nomes marcantes como Silva Porto, Marques de Oliveira, Henrique Pousão, Aurélia de Souza e António Carneiro.
Entre as peças de maior valor estão dez classificadas como “tesouros nacionais”, incluindo o “Autorretrato” de Aurélia de Souza, “O Desterrado” de Soares dos Reis e duas pinturas de Henrique Pousão.