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Domingos no Batalha voltam a ter cinema como antigamente

Domingos no Batalha voltam a ter cinema como antigamente

Antes da pausa de verão, o Batalha Centro de Cinema volta a receber as Matinés do Cineclube, com sessões aos domingos, às 11h15, que recuperam o espírito das projeções organizadas pelo Cineclube do Porto entre as décadas de 50 e 70.

O ciclo propõe revisitar o formato original dessas sessões, com filmes que eram exibidos em 8mm, Super8 e 16mm, num ambiente mais informal e dedicado à descoberta cinematográfica.

A primeira sessão, a 12 de abril, antecipa o 81.º aniversário do cineclube com a exibição de “The Man in the White Suit” (1951), de Alexander Mackendrick. A comédia acompanha um cientista que inventa um tecido indestrutível, numa crítica mordaz a um sistema económico que resiste à inovação quando esta ameaça o lucro.

A 3 de maio, será exibido “Le carrosse d’or” (1952), de Jean Renoir, protagonizado por Anna Magnani. Ambientado no Peru colonial, o filme cruza teatro e realidade para explorar relações de poder, desejo e estatuto social.

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Clássicos, curtas e cinema experimental marcam programação até junho

A 17 de maio, a programação dedica-se às curtas-metragens de Alain Resnais, com obras como “Van Gogh”, “Gauguin” e “Toute la mémoire du monde”, que exploram as relações entre imagem, memória e conhecimento através de uma abordagem ensaística.

Segue-se, a 31 de maio, uma sessão dedicada a Norman McLaren, pioneiro da animação experimental. Conhecido por desenhar diretamente na película, o realizador criou obras onde som e imagem se fundem numa linguagem visual singular. Entre os destaques estão “Neighbours”, uma alegoria antiguerra, e “A Chairy Tale”.

O ciclo termina a 14 de junho com “The Ernie Game” (1967), de Don Owen, um retrato da alienação juvenil nos anos 60. O filme acompanha um jovem após sair de um hospital psiquiátrico, num percurso marcado por instabilidade emocional e dificuldade de reintegração, incluindo um cameo musical de Leonard Cohen.

Mais do que simples exibições, estas sessões recuperam um espaço histórico de experimentação e divulgação cinematográfica, que durante décadas permitiu ao público do Porto aceder a obras fora do circuito comercial.

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