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Despertadores Humanos: uma profissão popular e essencial

Despertadores Humanos: uma profissão popular e essencial

Desde sempre que as pessoas procuraram métodos para acordar no momento em que pretendiam, nomeadamente, a luz solar ou ingestão de grandes quantidades de líquidos antes de se deitar, de forma a despertar cedo.

Segundo a plataforma da Casa-Museu Medeiros e Almeida, na antiga Grécia usavam-se dispositivos mais sofisticados, “como a adaptação de clepsidras com sistemas que produziam um som a determinado momento”. Já na Europa, “a partir da Idade Média e durante muitos séculos, eram os relógios públicos que regiam a vida do povo, sendo os sinos das igrejas, em ocasiões associados a relógios mecânicos, que marcavam os diferentes momentos do dia”.

Assim, se faz parte do grupo de pessoas que atualmente não dispensa o telemóvel ou os smartwatches para acordar de manhã, saiba que nem sempre foi fácil despertar como agora. Grande parte da sociedade olha para os relógios-despertador como autênticos dinossauros, mas a verdade é que há alguns anos vários cidadãos tinham a profissão de despertadores.

Foto: The Vintage Spot

Por outras palavras, os despertadores humanos, conhecidos na altura por “knocker-up”, tinham como função acordar as pessoas para que estas chegassem pontualmente aos seus compromissos. Esta profissão, que deixou de fazer sentido com a comercialização dos relógios-despertador, surgiu durante a Revolução Industrial.

Além da grande inovação tecnológica, esta época foi também propicia ao surgimento de novos empregos, pelo que os trabalhadores precisavam de ser acordados para comparecer aos seus trabalhos de forma pontual.

Os despertadores humanos tinham, assim, uma profissão muito importante e que levavam muito a sério, correndo até boatos de que estes profissionais não dormiam até realizar o seu trabalho. Os “métodos” para acordar os seus contratantes, eram diversos e originais, como o uso de varas, apitos e canudos, com os quais sopravam pequenas pedras nas janelas ou portas.

Alguns registos, afirmam que a profissão perdurou até a década de 1920, quando então, os relógios-despertador se tornaram mais baratos e mais confiáveis. É caso para dizer que esta era uma época mais complicada para os fãs de fazer “snooze” no despertador e ficar a dormir um pouco mais.

Referir que, de acordo com a citada plataforma, a invenção do relógio-despertador “tal como o entendemos hoje em dia, um relógio com algum tipo de engenho associado que produz um sinal sonoro à hora pretendida, é atribuída a Levi Hutchins, que em 1787 fabricou na sua casa em New Hampshire”, nos EUA.

Tratava-se de um dispositivo baseado “num mecanismo associado a uma caixa de madeira que fazia soar um sino às 4 da madrugada todos os dias”, contudo este dispositivo não dava para regular e “estava exclusivamente preparado para acordar o seu inventor a horas de ir para o trabalho”.

No entanto, há quem diga que “a ideia do relógio-despertador teria sido levada para os Estados Unidos no início do século XVIII por emigrantes ingleses”, visto que este tipo de dispositivos, já existia na Europa, nomeadamente em Inglaterra e na Alemanha.

Por seu turno, a primeira patente de um relógio-despertador regulável foi registada, em 1847, pelo francês Antoine Redier, “sendo que uns anos mais tarde, em 1876, uma segunda patente foi escriturada para pequenos despertadores de cabeceira, desta vez pela Seth Thomas Clock Company”.

A partir desse momento foram “fabricados e comercializados relógios-despertadores por diferentes companhias, na Europa e nos Estados Unidos”, passando de estranhos mecanismos a objetos presentes na vida quotidiana.

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