O vereador do Pelouro da Habitação e da Coesão Social, Fernando Paulo, na sessão de abertura do quarto e último encontro, sublinhou que estas iniciativas são determinantes para “a operacionalização do Plano, numa perspetiva articulada, sinérgica e sustentável”.
Nesta última jornada de trabalho, o objetivo foi “debater questões relacionadas sobre os consumos de substâncias lícitas e ilícitas”, numa perspetiva de prevenção dos mesmos, “com particular enfoque nos grupos de maior risco”, acrescentou Fernando Paulo.
Declarando que a saúde dos portuenses é uma preocupação da câmara, o vereador distinguiu entre duas ações – a promoção da saúde e o tratamento da doença -, explicando que o foco da autarquia incide no primeiro ângulo. “Promover a saúde das populações é, seguramente, mais eficaz do que procurar recuperar a saúde perdida”, constata Fernando Paulo.
Considerando não ser a promoção da saúde “uma tarefa fácil”, Fernando Paulo está ainda assim otimista quanto às redes de parcerias que se podem estabelecer, “numa perspetiva de planeamento integrado”. Para que esse plano seja exequível, propõe “o redirecionamento de uma parcela considerável do investimento a montante”. Na sua operacionalização, as autarquias, defende, devem ser parte ativa na definição dos planos locais e regionais de saúde, e dos planos prioritários que dele resultam.
Complementarmente, sugere, “podemos e devemos lançar iniciativas próprias”, com o apoio das instituições de saúde do Porto – o Centro Hospitalar do Porto, o Hospital de São João, o IPO, os ACES -, “mas também com as instituições de educação da cidade, referenciadas entre as melhores do país e também a nível internacional”.
Refira-se que o quarto Fórum Participativo foi moderado por Henrique Barros, do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, contando com as intervenções de Inês Abraão, representante da Divisão de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e Dependência da ARS Norte, e de Manuel Rosas, do Gabinete Cidade Saudável, da Câmara Municipal de Viana do Castelo.