A poucos dias do arranque do DDD – Festival Dias da Dança, o CAMPUS Paulo Cunha e Silva volta a afirmar-se como o epicentro dos workshops dirigidos a profissionais e estudantes avançados das artes performativas.
A edição de 2026 apresenta um programa que cruza dança, política, memória e experimentação, reunindo artistas nacionais e internacionais em sessões práticas que desafiam os limites do corpo e do movimento.
O arranque acontece a 8 de abril, com o workshop “Heat Island”, orientado por Chiara Bartl-Salvi, que propõe uma reflexão sobre o corpo em relação com o espaço urbano e as alterações climáticas.
Nos dias 9 e 10 de abril, Renan Martins, responsável pela coreografia do espetáculo de abertura “Encruzilhada”, apresentado no Teatro Rivoli, orienta “No Category Practice”, uma abordagem que cruza diferentes linguagens de movimento.
A segunda semana traz novas propostas. A 13 de abril, Davi Pontes e Wallace Ferreira apresentam “Aquilo que desaparece: performar os arquivos do repertório”, explorando o corpo como arquivo vivo e espaço de transmissão coreográfica. Já nos dias 14 e 15, Lisa Vereertbrugghen conduz “Anti-Patriarchal Slow Dancing”, um workshop que questiona e reinventa as dinâmicas da dança a dois.
Na reta final, a 16 e 17 de abril, Éric Minh Cuong Castaing e Nadim Bahsoun orientam “Tarab”, uma experiência participativa que cruza dança contemporânea e teatro para explorar identidade, memória e ficção.
Todos os workshops decorrem no CAMPUS Paulo Cunha e Silva e os bilhetes já estão disponíveis. O programa reforça o posicionamento do festival como um espaço de criação, pensamento crítico e experimentação artística na cidade do Porto.