PUB
Recheio 2026

“Cultura arquitetónica da revolução” de 1974 exposta em Serralves

“Cultura arquitetónica da revolução” de 1974 exposta em Serralves
“O Processo SAAL: Arquitetura e Participação 1974-1976” é o título da exposição que o Museu de Serralves vai inaugurar na sexta-feira, e que o curador da mostra, Delfim Sardo, classificou como a “cultura arquitetónica da revolução”.

PUBLICIDADE - CONTINUE A LEITURA A SEGUIR

O Serviço Ambulatório de Apoio Local (SAAL) surgiu na sequência da revolução de 1974 por iniciativa legislativa do então secretário de Estado da Habitação e Urbanismo, Nuno Portas, e tinha por objetivo envolver as populações que residiam em condições precárias na resolução dos seus problemas habitacionais, junto do Estado e das brigadas que punham o projeto no terreno.
“A razão de um interesse e de uma importância enorme de tratar o SAAL hoje tem a ver evidentemente com o revisitar questões fundamentais do 25 de Abril de 1974, agora que passaram 40 anos, e o SAAL, de facto, é a cultura arquitetónica da revolução. É um momento muito importante na história portuguesa, é um momento também muito importante na história da arquitetura em Portugal”, disse Delfim Sardo durante a apresentação da mostra, que ficará patente até dia 1 de fevereiro.
A exposição apresenta 10 projetos desenvolvidos no âmbito do SAAL, com fotografias de hoje, mas também da época, várias da autoria do arquiteto Alexandre Alves Costa, um dos envolvidos no SAAL. Para além de fotografias de hoje, mas também da época, a mostra apresenta ainda maquetes dos projetos, com a indicação do que foi concluído e do que ficou por concluir, para além de cópias heliográficas dos projetos.
A exposição apresenta quatro casos do Porto (bairro de São Vítor, projetado por Siza Vieira, o bairro das Antas, por Pedro Ramalho, Miragaia, de Fernando Távora, Bernardo Ferrão e Jorge Barros, e o Leal, por Sérgio Fernandez), quatro casos de Lisboa (Curraleira-Embrechados, por José António Paradela e Luís Gravata Filipe, o bairro da Quinta da Bela Flor, por Artur Rosa, o bairro Bacalhau-Monte Côxo, por Manuel Vicente, e o da Quinta das Fonsecas-Quinta da Calçada, por Raúl Hestnes), bem como o Casal da Figueira, em Setúbal, concebido por Gonçalo Byrne – o único que foi finalizado – e o “simbólico” bairro Meia-Praia-Apeadeiro, em Lagos, concebido por José Veloso.
No âmbito da exposição, irão decorrer diversas conversas nos bairros envolvidos no programa. A primeira acontecerá no dia 8 de novembro, com Siza Vieira à conversa com a Associação de Moradores da Bouça, no espaço da própria associação.

PUBLICIDADE - CONTINUE A LEITURA A SEGUIR

PUB
Amanhcer