Até ao verão, refira-se, aguarda-se também a conclusão do processo para a ARU da Foz Velha. Para a próxima reunião de Câmara estão ainda agendadas a redefinição e a expansão das ARU do centro, que “são uma prioridade” para a Câmara do Porto, identificou Pedro Baganha, vereador responsável pelos pelouros do Urbanismo, Espaço Público e Património.
Segundo o arquiteto Manuel Ribeiro, da Divisão Municipal de Ordenamento e Planeamento do Território, a ARU da Corujeira é a que tem maior dimensão entre as áreas de reabilitação urbana já delimitadas pela Câmara do Porto. Com uma área total de 226 hectares, tem consignados cerca de 32 hectares de espaço público, “que podem vir a ser incrementados”, destacou o responsável.
Nesta ARU, que tem cerca de 16 mil habitantes, foram identificadas grandes “potencialidades de negócio”, que vão contribuir para o crescimento económico da zona oriental da cidade, como é o caso da Reconversão e Exploração do Antigo Matadouro Industrial do Porto, com concurso a decorrer.
No que diz respeito à ARU de Lordelo do Ouro, apresentada pelo engenheiro Carlos Oliveira, foi subdividida em oito zonas devido à heterogeneidade do seu território, que integra não só a frente fluvial mas também uma vasta área abrangendo as zonas da Pasteleira, Campo Alegre, entre outras.
Com 96 hectares e uma população superior a 10 mil habitantes, esta ARU tem “bastantes acessibilidades e está inserida numa zona dinâmica, de elevado valor paisagístico”, referiu o técnico encarregue da ARU de Lordelo do Ouro.