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Corredor verde do Leça está a ganhar “nova vida”

Corredor verde do Leça está a ganhar “nova vida”

A obra de construção do corredor verde do Leça, considerado um dos projetos mais ambiciosos a nível de valorização ambiental em curso na região e no país, está a dar uma nova vida aquele que, em tempos, foi um dos rios mais poluídos da Europa, o rio Leça. Os trabalhos envolvem três fases ao longo de 18 dos seus 45 quilómetros de extensão, entre o Parque das Varas, em Leça do Balio, até à foz do rio Leça, no Porto de Leixões.

Recentemente, a Câmara Municipal de Matosinhos, uma das parceiras do projeto, que envolve ainda os municípios da Maia, Valongo e Santo Tirso, informou que as obras do Corredor Verde do Leça, cuja abertura do concurso público para a segunda fase de construção foi aprovada em dezembro passado, “decorrem a bom ritmo”. 

Em causa, nesta etapa, está a intervenção em toda a extensão do rio, entre as Pontes de Moreira e Carro, num valor aproximado de sete quilómetros. “São sete quilómetros de ciclovia e de percursos pedonais, o que vai permitir melhorar a visibilidade do rio Leça, promovendo um maior contacto com a natureza e novas oportunidades de mobilidade ao longo do rio”, salientou Luísa Salgueiro, presidente da autarquia.

Orçada em cinco milhões de euros, a empreitada possibilitará ainda “promover a utilização de parques já existentes como o Parque da Paz, o Parque das Varas ou o Parque de Picoutos”. 

Depois desta fase, e da primeira, que ainda está a decorrer, correspondente ao troço entre Ponte de Moreira e Ponte da Pedra, num total de 6,9 quilómetros, que fará nascer quatro novas pontes pedonais, essencialmente de metal, e sete passadiços entre Ponte de Moreira e Ponte da Pedra, seguir-se-á a terceira e última fase do projeto. Esta envolve o troço entre ponte do Carro e Porto de Leixões, com ligações ao centro de Matosinhos e Leça da Palmeira.

A intervenção, desenhada por Laura Roldão, arquiteta e uma das responsáveis pelo projeto, envolve um custo de 19,7 milhões de euros, dos quais 85% são fundos comunitários e 900 mil são reservados à aquisição de terrenos adjacentes ao rio.

Entre os vários benefícios que a possibilitará a requalificação do corredor verde do Leça, destaca-se a melhor visibilidade do rio Leça e dos seus focos de poluição, promovendo um maior contacto com a natureza e novas oportunidades de mobilidade ao longo do rio. Paralelamente a este serão plantadas 820 árvores autóctones – sobreiros, amieiros e carvalhos – que irão oferecer à população zonas de estar para piqueniques e diversas áreas com sombra.

Com esta intervenção, o município acredita que conseguirá fazer “a completa despoluição do curso fluvial”. Além disso, será possível promover a “valorização paisagística das margens do rio, transformando-as numa área de lazer e devolvendo-as à fruição da população”.

No total, serão mais de 500 mil as pessoas que usufruirão desta requalificação.

Recorde-se que o rio Leça, com uma extensão de 45 quilómetros, nasce em Santo Tirso, desagua em Matosinhos e durante décadas foi considerado um dos rios mais poluídos da Europa. Desde 2016, um grupo de trabalho, constituído por elementos dos municípios de Matosinhos, Maia, Valongo e Santo Tirso, tem vindo a trabalhar na consolidação, estratégia e definição de um plano para o corredor do Leça. 

Fotos: CM Matosinhos

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