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Consumo de tabaco e cigarros eletrónicos nos jovens preocupa especialistas

Consumo de tabaco e cigarros eletrónicos nos jovens preocupa especialistas

Na véspera de se assinalar o Dia Mundial sem Tabaco, a Comissão de Trabalho de Tabagismo da Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) alerta para a crescente tendência do consumo de tabaco e cigarros eletrónicos nos jovens.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), na Europa, o tabagismo é responsável pela morte de cerca de 1 milhão e 200 mil pessoas por ano.

Para este organismo a indústria do tabaco é o vetor da epidemia tabágica, tornando-se primordial abolir a promoção, publicidade e patrocínio da indústria do tabaco em qualquer tipo de eventos, em linha com as políticas de controlo de tabagismo da OMS ao qual Portugal está vinculado.

A pneumologista Sofia Ravara, da SPP, disse, em declarações à agência Lusa, ser necessário controlar a epidemia tabágica em Portugal e encetar uma maior vigilância sobre a indústria do tabaco.

No que toca às razões pelas quais os jovens continuam a fumar quando há tanta informação sobre os malefícios do tabaco, a pneumologista afirmou que “educar não basta, é preciso regular as atividades de «marketing» da indústria e restringir as oportunidades para fumar nos locais públicos, incluindo à saída das escolas e discotecas”.

Sofia Ravara frisou que “há uma acumulação de experiências de experimentação”, desde os cigarros eletrónicos, ao cachimbo de água, o tabaco aquecido, que levam ao “reforço da dependência” porque são produtos “altamente aditivos e a sua regulação é muito mais difícil”.

“As embalagens dos líquidos e os sabores dos cigarros eletrónicos parecem quase embalagens de guloseimas. As próprias cores, os sabores de chocolate, mas também de menta, de morango são altamente apelativas para os jovens”, censurou.

Assim, entre outras medidas, a SPP defende uma “política abrangente de espaços públicos livres de fumo, o aumento dos impostos e embalagens sem «design», nem cor para todos os produtos de tabaco e nicotina” e “abolir a publicidade e promoção destes produtos nos pontos de venda”.

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Da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna, Francisca Delerue, alertou para as doenças relacionadas ao tabaco como “o cancro na laringe e cancro do pulmão, a bronquite e enfisema” e infertilidade, sendo que estão também associadas “mortes por doença cardíaca e por acidente vascular cerebral”.

“O tabaco afeta também a saúde das pessoas que convivem com o fumador”, podendo correr riscos, “sobretudo a nível cardiovascular e respiratório”, evidenciou, acrescentando que está também “na origem da transmissão de modelos sociais pouco saudáveis, uma vez que “um pai que fuma terá dificuldade em evitar que o filho lhe copie o hábito”.

Francisca Delerue realçou ainda os benefícios de deixar de fumar como melhora da capacidade pulmonar e respiratória, a diminuição da tosse pela manhã e do risco de morte prematura assim como o risco de doença cardiovascular e do risco de contrair cancro e doenças respiratórias. A saúde oral também melhora, vive-se, em média, mais 10 anos e poupa-se mais dinheiro.

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