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Conselho Metropolitano do Porto vai discutir novo traçado para a Linha de Leixões

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O coordenador metropolitano dos transportes e da mobilidade, Marco Martins, vai apresentar no dia 23 de fevereiro uma nova proposta para a Linha de Leixões, que assenta na ligação de Vila Nova de Gaia a Leixões, passando por Campanhã mas excluindo Ermesinde. Este novo traçado pode ser implementado já no verão e terá um custo de 200 mil euros.

O Conselho Metropolitano do Porto (CmP) volta a debater, este mês, a Linha de Leixões. Segundo o JPN, o coordenador metropolitano dos Transportes e da Mobilidade, Marco Martins, vai apresentar uma nova proposta que visa a criação de uma ligação entre Vila Nova de Gaia-Campanhã-Leixões para passageiros. Esta solução implica que a Linha de Leixões deixe de passar por Ermesinde.
Este novo projeto prevê que a linha, a partir de Leixões, seguiria de S. Gemil (Maia) para Forno (uma nova estação em Rio Tinto) em vez de Águas Santas. Assim, a ligação entre Forno-Contumil-Campanhã deixaria de contemplar a zona de Ermesinde.
No sentido oposto, Vila Nova de Gaia ligar-se-ia a Campanhã e, depois de S. Gemil, seguiria para uma nova estação na Asprela (Pólo Universitário), seguindo-se São Mamede de Infesta e um novo apeadeiro em Arroteia (Leça do Baldio), com destino final em Leixões.
Este novo desenho da linha pelo também autarca de Gondomar é a alternativa ao projeto de resolução do PCP, que em janeiro recomendou ao Governo a reabertura do serviço de transporte de passageiros entre Leixões e Ermesinde, com ligação a Campanhã. A Linha de Leixões, que ligava a zona a Ermesinde, foi reaberta entre 2009 e 2011, mas a pouca utilização levou ao seu encerramento.
O projeto do Partido Comunista contempla a reativação da estação de Guinfões, a criação de um apeadeiro junto à EFACEC e uma plataforma intermodal em Leixões, com ligação à estação de metro de Senhor de Matosinhos. Um ponto comum aos dois projetos é a construção da nova estação na Asprela, assim como a construção do apeadeiro na Arroteia.
Segundo o coordenador Marco Martins, a nova proposta permite “ligação direta de Campanhã à Linha de Leixões e a alguns pólos importantes” como a zona industrial da via norte, perto da EFACEC, e o Pólo Universitário.
“Se houver vontade política e técnica, é algo que pode entrar em funcionamento até ao verão deste ano”, refere o JPN.
Por outro lado, a redefinição do desenho da linha, ao ligar Contumil a S. Gemil, permite que o comboio não tenha de “percorrer o percurso todo até Ermesinde e aí inverter o sentido da marcha” como acontece na ligação Campanhã-São Bento.
Marco Martins acrescenta que a proposta retoma uma solução já antiga ”que é a de que a origem dos comboios que vão para Leixões não seja Campanhã mas sim Vila Nova de Gaia. Isso permite fazer uma ligação direta entre o sul e o norte do Douro e, acima de tudo, fazer um traçado paralelo à linha amarela do metro do Porto”.
Relativamente à criação das três novas estações em Arroteia, Asprela e Forno, o coordenador diz resultar “de uma vontade já antiga das Câmaras de Maia e de Matosinhos” que representará um investimento de “cerca de 200 mil euros”.
Esta proposta não irá alterar o sistema de zonas Andante, garante o responsável, acrescentando que esta nova solução vai ser apresentada no dia 23 de fevereiro no CmP.

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