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Confinamento está a travar aumento de contágios, revela estudo

Confinamento está a travar aumento de contágios, revela estudo

Apesar de Portugal continuar a assistir a números elevados de casos diários de infeção por covid-19 e óbitos, a verdade é que a taxa de transmissibilidade do SARS-CoV-2 no país reduziu entre 35% a 40%, no espaço de uma semana. 

A conclusão é de um estudo da Universidade Nova e da Cotec que mostra que o reforço das medidas implementadas neste confinamento, nomeadamente no que respeita ao encerramento das atividades letivas presenciais, está a ter um impacto muito significativo na transmissão do novo coronavírus. 

“Estimamos que no princípio deste confinamento [15 a 22 de janeiro] a redução da transmissibilidade do vírus se fez a uma velocidade que seria 30% da velocidade da que se fez em março e abril. Ou seja, estava a 30% do efeito conseguido no primeiro confinamento”, afirmou, em entrevista ao jornal Público, o coordenador do projeto “Covid19 Insights”. 

De acordo com Pedro Simões Coelho, a partir do dia 22 de janeiro, data em que teve início a interrupção letiva, “começou e tem vindo progressivamente a intensificar-se esse efeito”. “À data estimamos que o efeito deste confinamento seja cerca de 90% do de março/abril”, apontou. 

“A partir da semana em que se reforçaram as medidas do estado de emergência houve maior queda na presença nos locais de trabalho, na utilização dos transportes públicos, nas idas a zonas de retalho e restauração. As escolas arrastam consigo muita mobilidade. Só a partir daí passámos de facto de uma redução da taxa de transmissibilidade de 30% a 40% para uma situação em que a queda é quase igual à verificada em março. É raro termos uma situação em que se vê uma causa efeito tão imediata”. 

Atendendo aos resultados positivos, até então, deste confinamento, Pedro Simões Coelho acredita que este deve manter-se desta “forma severa por algum tempo”. “É imprescindível manter ou intensificar [a queda da transmissibilidade] por mais algum tempo para evitar esta situação de rutura e tentar com que este excesso de mortalidade não continue”, completou. 

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