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Concurso para arrendamentos no Morro da Sé criticado pelo autarca do Centro Histórico do Porto

Concurso para arrendamentos no Morro da Sé criticado pelo autarca do Centro Histórico do Porto
O presidente da União de Freguesias do Centro Histórico do Porto, António Fonseca, criticou esta terça-feira a Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) por lançar um concurso para arrendamentos no Morro da Sé sem dar prioridade aos desalojados e sem ouvir aquela autarquia.

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“Sabendo a Sociedade de Reabilitação Urbana que a União de Freguesias tem o tema da habitação e do despovoamento do Centro Histórico na sua agenda e sabendo que há pessoas ainda desalojadas de um incêndio de há oito meses, a União de Freguesias devia ter sido chamada para acompanhar este processo”, defendeu o presidente da União das Freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória.
A reivindicação e as críticas do presidente da União de Freguesias do Centro Histórico do Porto surgem após tomar conhecimento, através da comunicação social, de que a SRU Porto Vivo lançou um concurso público para arrendamento de casas e comércio, cujo prazo para as candidaturas termina no próximo dia 30 de junho.
“Quero saber e acompanhar este processo de arrendamento”, disse António Fonseca, afirmando que a SRU tem de entender “de uma vez por todas que há uma Junta de Freguesia que quer ser parte da solução”, visto que “conhecem as pessoas e estão no terreno”.
Em outubro do ano passado, um incêndio deflagrou num edifício de quatro andares da Rua Cimo do Muro, na Ribeira do Porto, na zona histórica da cidade do Porto, tendo feito dez desalojados que até hoje continuam sem habitação e a morar em casa de familiares, recordou António Fonseca.
A Sociedade de Reabilitação Urbana da Baixa Portuense é uma sociedade anónima de capitais públicos – 60% do Instituto Nacional da Habitação e 40% da Câmara Municipal do Porto – que tem como missão conduzir o processo de reabilitação urbana da Baixa da cidade do Porto.
“Nos últimos dois meses o Centro Histórico do Porto perdeu 250 eleitores e nos últimos dois anos perdeu 2 mil eleitores”, recordou António Fonseca, informando que a este ritmo de “despovoamento sem travões”, o centro histórico vai perder mais do que dois mil eleitores nos próximos dois anos e pode chegar a 2017/2018 com menos de 36 mil eleitores.

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