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Como “desgastar” uma francesinha

Como “desgastar” uma francesinha

É um dos pratos mais emblemáticos do Norte, em especial da cidade do Porto. Não há quem passe pela cidade sem o provar e são raras as pessoas que não ficam encantadas com a verdadeira explosão de sabores que proporciona. Multiplicam-se os restaurantes que o confecionam com a excelência exigida, sobretudo no que ao molho diz respeito. Falamos, claro, da francesinha!!! A mítica, a inigualável, e a tão desejada Francesinha do Porto…

Há quem faça centenas de quilómetros só para degustar esta afamada iguaria ou mesmo para repetir a experiência, que dizem ser “única”. Mas, por acaso, sabe quantos quilómetros tem que correr para conseguir desgastar o número de calorias ingeridas numa única francesinha? 21 quilómetros, ou seja, o equivalente a uma meia maratona.

É que este prato português é bastante consistente. Composto pelo típico bife de vaca, por enchidos como a linguiça e a salsicha, o fiambre, e ainda coberto por uma dose generosa de queijo, que derrete com o delicioso molho de cerveja, cuja receita é o grande segredo da iguaria, são, no total, cerca de 900 quilocalorias ingeridas num só prato.

Foto: Pizzaria S. Martino

Contudo, o número de quilocalorias pode aumentar drasticamente, se acompanharmos a francesinha com os seus tradicionais acompanhantes – o ovo estrelado, as batatas fritas e um príncipe, nome atribuído ao fino alto. Quem o garante é Neide Rangel, nutricionista, que partilhou recentemente um artigo onde revela que os quatro produtos, consumidos em conjunto, equivalem a um total de 1.450 quilocalorias.

Para os mais preocupados com a dieta e a ingestão de quilocalorias, a solução, indicou, poderá estar em trocar a batata frita e o ovo estrelado por uma salada. Ao fazê-lo, estará a reduzir, pelo menos, 500 quilocalorias ao prato.

Se quiser ir mais longe, a nutricionista sugere também trocar o príncipe por uma água com gás e rodelas de limão. E as boas notícias é que com isto apenas terá que correr 12 quilómetros!

A francesinha do Porto, recorde-se, nasceu em 1952 pela mão do jovem Daniel David da Silva, que foi trabalhar para o restaurante “A Regaleira”, na Baixa do Porto, depois de ter estado a trabalhar com o seu tio em Paris, chefe no Hotel Bernard, nos Campos Elísios.

Foi neste espaço portuense que o jovem recriou o “croque monsieur”, onde lhe adicionou a “salsicha fresca, lombo de porco assado, fiambre e, tal como na receita francesa, o queijo por cima derretendo aquele pão de carcaça, que no Porto se chama de molete em homenagem ao intendente Mulet”, segundo revelou o chefe Hélio Loureiro.

A receita foi ganhando cada vez mais notoriedade e começou a ser replicada noutros espaços de restauração, que, a pouco e pouco, lhe foram adicionando um toque característico. Da tradicional francesinha, composta pela carne e enchidos, atualmente há francesinhas com todas as combinações, como, por exemplo, a de marisco ou vegetariana.

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