O convite surge com a entrada em vigor do Novo Código de Processo Civil. De acordo com Joaquim Jorge, que a considera uma “mulher brava” ela é a “melhor ministra do governo de Pedro Passos Coelho que ataca a burocracia e luta por uma maior celeridade na justiça”. Paula Teixeira da Cruz fez uma alteração ao Código do Processo Penal que passou a permitir os julgamentos sumários em casos de flagrante delito pela prática de crimes, reservado para pequena e média criminalidade (apenas até cinco anos) por um tribunal singular (um só juiz). A ministra procurou, ainda, alargar estes julgamentos sumários, a crimes mais graves com moldura penal superior a cinco anos (homicídio). “É necessário um julgamento rápido, para quem é apanhado em flagrante delito, a roubar ou a matar”, refere o orador. O TC considerou, no entanto, que a nova redação da lei viola o princípio da igualdade e das garantias de defesa do arguido em processo criminal. “É pena esta norma de julgamentos rápidos para todo o tipo de crimes não avançar. Queixámo-nos que em Portugal a justiça não funciona, um julgamento demora anos e anos e perde sentido. Agora que temos alguém do governo que quer mudar a situação, põe-se entraves sem fundamento”, sublinhou Joaquim Jorge, que dinamiza o CdP desde 2006, com figuras políticas e sociais.