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Clube de Bridge do Porto utiliza tecnologia inovadora com robôs nos seus torneios

Clube de Bridge do Porto utiliza tecnologia inovadora com robôs nos seus torneios

O Clube de Bridge do Porto utilizou, num recente torneio que ocorreu dia 25 de abril, uma tecnologia completamente inovadora na Península Ibérica, que está a despertar o interesse e a curiosidade dos amantes desta modalidade. Pela primeira vez, em Portugal e Espanha, os jogadores deste clube utilizaram uma pequena máquina, colocada no centro da mesa de jogo, aquilo que tecnologicamente chamamos de robô, que está ligada a um tablet, através de um sistema de comunicação bluetooth. A nova tecnologia mantém os jogadores “em contacto com todo o mundo do bridge”, destacou Rui Pinto, um dos mais consagrados bridgistas portugueses e sócio do Clube.

Agora, ao invés de serem os jogadores a fazerem a distribuição das cartas, são as máquinas que, automaticamente, fazem esse trabalho, através de um ficheiro já previamente escolhido, que permite, depois, fazer a comparação entre os diversos jogos. Mas, para além da possibilidade de as quatro pessoas que se sentam na mesma mesa, numa fase de uma determinada competição, “jogarem jogos que já foram jogados dezenas de vezes em qualquer parte do mundo e compararem os resultados que estão a fazer”, o que por si só, garante, já é “uma grande melhoria”, esta máquina, com cerca de 2 kg, e de dimensões de 25cm por 25cm, tem, também, uma outra vantagem, que é o facto de todos os jogadores, na sala, poderem jogar, ao mesmo tempo, os mesmos jogos.

“Como todos jogam simultaneamente todas as mãos ao mesmo tempo sabemos os resultados online a cada minuto, e podemos vê-los num ecrã de televisão, gerando uma economia de tempo e uma rapidez notáveis”.

“Isto é completamente revolucionário”, continua Rui Pinto, salientando que é algo que só se tornou possível graças à Internet, porque, no fundo, é ela que dá apoio a todo o procedimento para que o jogo possa ser efetuado. Isto obrigou a um grande investimento por parte do clube, quer na aquisição dos robôs quer no que respeita à velocidade da Net. Agora, por exemplo, se, por algum motivo, é preciso, chamar o diretor do torneio, basta que os jogadores cliquem numa tecla e, automaticamente, ele sabe a mesa que está a requerer a sua presença. “Os tablets permitem uma informação constante entre jogadores e diretores de torneio, através do servidor”, reforça.

Com esta nova tecnologia, originária da Dinamarca, o Clube de Bridge do Porto passou a ter todo o processo de um torneio automatizado, o que é único na Península Ibérica. Até ao momento, há 12 máquinas disponíveis, mas o objetivo é que, em breve, este número seja alargado.

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