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Cinema Trindade deverá reabrir a 26 de janeiro

Cinema Trindade deverá reabrir a 26 de janeiro

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De portas fechadas desde o final de 2000, o Cinema Trindade, no Porto, deverá reabrir no dia 26 deste mês.

A reabertura do Cinema Trindade poderá, no entanto, vir a ser adiada para fevereiro. “Estamos a fazer tudo por tudo para abrir a sala no dia 26 de janeiro. Na pior das hipóteses abrimos em fevereiro. Isso é inquestionável! Estamos todos a fazer um esforço e com um pensamento positivo. É uma questão de dias”, declarou, à agência Lusa, Américo Santos, presidente da Nitrato Filmes, a distribuidora portuguesa de cinema independente que vai explorar a sala portuense.
A Câmara do Porto, de forma a dar maior ímpeto à dinâmica cinematográfica na baixa da cidade, lançou o Tripass, um cartão (já disponível) que dá acesso ao circuito de cinema na baixa do Porto com descontos e outros benefícios nas salas do Trindade, do Teatro Municipal do Porto (Rivoli e Campo Alegre) e do Passos Manuel.
De acordo com Américo Santos, o Cinema Trindade, que vai ter duas salas em permanente funcionamento com estreias e ciclos programados, deveria ter aberto em finais de 2016, mas houve problemas com o empreiteiro da obra, que foi obrigado a suspender os trabalhos no período das festas natalícias, surgindo também problemas que “não estavam previstos no caderno de encargos”.
“Um dos problemas que veio atrasar a obra foi o sistema elétrico, que obrigou a uma reformulação do projeto e que se está a refletir nos prazos”, explicou.
Com a reabertura do Cinema Trindade, o centro do Porto vai voltar a ter cinema diariamente, com a reabertura das duas salas desativadas desde o final de 2000.
Em outubro passado, o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, anunciava a formalização de dois protocolos – um no valor de 20 mil euros com o Cinema Trindade e outro de 10 mil euros com o Passos Manuel.
“A abertura do Trindade é um acontecimento muito relevante na vida cultural da cidade. Porque contraria a tendência inversa, que como todos sabem se verificou ao longo das últimas décadas, de encerramento de salas e de espaços de exibição de cinema no centro do Porto”, afirmou, na altura, Rui Moreira.

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