O reitor da Universidade do Porto fez as apresentações do Congresso que abarca as chamadas “cidades do futuro”, salientando a importância de um “progresso económico aliado a um equilíbrio ambiental”.
Sebastião Feyo de Azevedo destacou a “importância da cooperação e respeito cultural”. A “criatividade revela-se essencial”, assegurou o reitor da U.Porto. Com feito, a “partilha de ideias inovadoras e multidisciplinaridade torna-se preponderante”, assume.
Já o presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, destacou o caráter “inovador” da cidade, por levar na bagagem conceitos como “industrialização, capital europeia da cultura”, em que “a cultura assume-se como um vector de desenvolvimento”. “Inovação e criatividade”, sempre de mãos dadas.
Rui Moreira salientou o exemplo da Operação de Reabilitação Urbana da ARU de Campanhã-Estação e o seu natural caráter de coesão territorial e social para a cidade. Salientou ainda a importância do congresso, que é, acima de tudo, um “estímulo à reflexão” para a comunidade, saudando a profícua colaboração entre a U.Porto e a Câmara Municipal do Porto.
Coube ao Diretor Geral Adjunto da Cultura da UNESCO, Francesco Bandarín, proferir a conferência inaugural do congresso, salientando precisamente a cultura como fator de desenvolvimento urbano. “A Cultura é essencial para encontrar soluções criativas”, reitera.
“O aumento populacional das cidades é uma realidade”, explica responsável. Há “diversos desafios pela frente”, completa. Mas, para um desenvolvimento urbano sustentável é importante colocar a “cultura na agenda”, que se pode especializar em diferentes áreas, nomeadamente, design, música, ou tecnologia. Trata-se de um “grande potencial para as comunidades”.
Em jeito de remate, Francesco Bandarín apelou aos investigadores presentes neste dinâmico congresso para continuarem a estudar e explorar as oportunidades com novas iniciativas e práticas.
O Congresso continua a decorrer entre hoje e sexta-feira, também com “casa” na Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP).