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Casinos atraem turistas a Portugal e Brasil procura repetir o sucesso

Casinos atraem turistas a Portugal e Brasil procura repetir o sucesso

Portugal é um exemplo para muitos países em relação à forma como explora os casinos em seu território. Desde 1927 os jogos de fortuna e de azar são legalizados e regulados em território português, o que permitiu o desenvolvimento de diversas zonas turísticas com estabelecimentos de casinos de sucesso, sendo o do Estoril o primeiro e o de maior sucesso desde então, além do Casino da Póvoa, ao norte do Porto.

A regulação dos jogos online, em 2015, deu um boom ainda maior a um mercado que já vinha a consolidar-se à margem da lei. Antes do controlo estabelecido pelos Serviços de Regulação e Inspeção de Jogos, o SRIJ, qualquer casa de apostas cujo site fosse hospedado em servidores estrangeiros podia atuar no país.

Hoje apenas casas licenciadas têm permissão para oferecer serviços em Portugal, somando-se 14 operadoras legais. Além dessas, existem outras empresas que a qualquer momento podem pedir a licença portuguesa, como é o caso da 22bet Portugal, que atualmente segue proibida no país.

Um mercado regulado é responsável por interferir positivamente em diversos sectores. No caso de Portugal, as apostas em casinos terrestres atrai todos os anos turistas ao país.

O turismo de luxo, que em muitos casos envolve visitas de cidadãos estrangeiros a casinos como os do Algarve, é importante para a economia nacional e ajuda a trazer visibilidade, pois “convida” investidores de outros países a criar empreendimentos em território português. Apesar de ser um país pequeno, Portugal, devido ao seu sistema de regulação e pelo elevado potencial turístico, pode vir a ser uma espécie de Las Vegas europeia.

Esse mesmo cenário pode vir a ser visto também no Brasil. No caso do mercado brasileiro, que ainda é emergente no que toca às apostas físicas e online, é necessário maior estudo e maior debate para a construção de um sistema coerente e que funcione num território que é 92 vezes superior ao do português e que tem mais de 200 milhões de habitantes. Apesar das dificuldades que por norma recaem sobre a temática da fiscalização, os diálogos referentes à legalização dos jogos de azar no Brasil estão a avançar.

Devido à pandemia da COVID-19, a situação económica de todo o planeta sofreu um abalo. A do Brasil, no entanto, parece ter sofrido mais do que muitas outras, pois também passa por instabilidade política e social desde que o Presidente Jair Bolsonaro subiu ao poder em 2019.

A queda no PIB de 9,7% no período de abril a junho foi inesperada para o Governo brasileiro, embora não tenha surpreendido o mercado mundial. Desde o começo da crise da COVID, os políticos no Brasil têm estudado formas de diversificar a economia e procurar uma salvação depois da queda vertiginosa que estão a sofrer.

Portugal tem sido um modelo para o Brasil nessa caminhada recente em relação ao modo como os portugueses gerem os jogos de fortuna e de azar no país. Fala-se no Brasil em triplicar o número de turistas com a legalização dos casinos, segundo reportagem da Folha de São Paulo.

De acordo com o Presidente da Embratur, o Instituto Brasileiro de Turismo, o Brasil recebe apenas 6 milhões de turistas anualmente, um número menor que o que recebe de turistas o elevador da Torre Eiffel, em Paris. Ao analisarmos o potencial turístico do país, com a sua costa recheada de praias quentes e de destinos de verão famosos, como Fernando de Noronha, conclui-se que o Brasil, de facto, não está a aproveitá-lo como deveria.

Os casinos legalizados poderiam ser uma solução económica a médio prazo. A ideia do Presidente da Embratur, Gilson Machado, é focar no modelo de clusters, algo à imagem do casino de Estoril.

Os clusters reúnem diversos serviços em apenas um espaço, que podem ser leitos de hotel, espaços para eventos artísticos, shoppings e, claro, espaços dedicados a slot machines, bingos e outros jogos do género. A intenção do Governo brasileiro é encontrar formas de alavancar dois mercados ao mesmo tempo: o dos jogos de azar e o do turismo.

Gilson Machado completa que uma das maiores redes de casinos dos Estados Unidos e do mundo já afirmou em reuniões com parlamentares que possui um fundo de investimento de US$15 bilhões, caso o Brasil legalize e regule os jogos de azar em seu território.

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