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Casa Ermida Fonte da Senhora

Casa Ermida Fonte da Senhora

Em Valongo, nasceu há bem pouco tempo a Casa Ermida. No entanto, desengane-se quem acha que a história é recente. A história da Casa Ermida não começa num restaurante. Começa numa banca de fumeiro, em 2012, numa feira.

“Nós começámos em 2012 praticamente nas feiras, mas só com venda de fumeiro” – conta Sérgio Teixeira, dono do espaço. Foi assim, de forma simples, que o projeto ganhou forma, crescendo gradualmente, ano após ano, até se tornar numa das referências gastronómicas da região.

O fumeiro foi o ponto de partida, mas rapidamente ficou pequeno para o que a procura pedia. Em 2013 chegaram as tapas. Depois as pedras fumadas, os pregos, as febras. “As coisas foram desenvolvendo com sucesso.” Em 2019, a ideia de abrir um restaurante físico já estava na cabeça. Em 2020, mesmo com a pandemia a bater à porta, avançaram na mesma. “Foi uma loucura. Uma coisa que a gente tinha mesmo que acreditar nos nossos produtos. Se não acreditássemos, não teria sido possível” A Casa Ermida de Valbom abriu… e resistiu.

O nome vem do pai. “O meu pai é da Ermida. Nós resolvemos fazer uma homenagem ao meu pai. O meu pai era conhecido por Ermida e nós, pronto, pusemos o nome Casa Ermida.”

A segunda casa, a Casa Hermida Fonte da Senhora, abriu em Valongo em novembro de 2025, é a expansão da já conhecida Casa Ermida de Valbom, com um espaço muito maior e um menu mais elaborado.

“Saímos da nossa zona de conforto e tentámos pôr outros pratos para dar mais alternativa ao cliente.” Ao lado das pedras fumadas que fizeram a reputação da marca nas feiras, entraram o bacalhau à zé do pipo, o bacalhau com broa, o polvo à lagareiro, as carnes maturadas.

Uma cozinha mais tradicional, mais trabalhada, mas sem abandonar a identidade original. Com capacidade generosa e doses que vão do tamanho S ao XXL, a nova casa é bastante grande e apresenta um conceito que o próprio responsável descreve como “completamente diferente da casa de Valbom, mas não deixa de ser a casa familiar.”

A ligação às feiras continua a ser a maior fonte de reconhecimento. “90% das pessoas conheceram-nos aí. Depois voltam, porque as pessoas têm confiança.” Quem os descobriu em Rio Tinto, em Viana do Castelo ou em Matosinhos, acaba por aparecer nos restaurantes. “Um cliente traz três.” Hoje vêm de Estarreja, de Espinho, de Gaia, de Lousada, e há quem viaje de Viana do Castelo especificamente para comer na Casa Ermida.

O que distingue, na opinião do responsável, não é só o produto, é a relação. “Nós não temos concorrência, sou muito sincero, a nossa concorrência, quem faz concorrência a nós somos nós próprios.”

E depois explica: “É aquela nossa coisa característica de vir de uma feira, as pessoas virem e sentirem que estão em casa.” Toda a gente que entra é visitada à mesa. “99% das vezes vamos às mesas perguntar, está bom ou não está bom? O que é que falta? Como é que está?”

Com poucos meses de vida, mas muita qualidade no quardápio, a Casa Ermida Fonte da Senhora ainda está a dar os primeiros passos, mas já com bastante sucesso. Os planos para o futuro são simples: “para já é conseguir manter, que é muito difícil, aquilo que temos”.

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