A diretora-geral da Associação Acreditar, Margarida Cruz, explicou à agência Lusa que foi escolhida aquela data para a inauguração por se assinalar o Dia Internacional da Criança com Cancro, mas as primeiras famílias poderão usufruir gratuitamente das instalações “dentro de pouco tempo”.
Orçada em 1,6 milhões de euros, “integralmente financiado por particulares e empresas”, esta Casa Acreditar, situada num terreno do Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto, cedido à Associação de Pais e Amigos de Crianças com Cancro pelo Ministério da Saúde, terá 16 quartos e, ao longo do ano, ajudará cerca de 80 famílias que têm de se deslocar para acompanhar as suas crianças durante os tratamentos.
As famílias deslocadas das crianças com cancro, que estão em tratamento no IPO ou no Hospital de São João, poderão permanecer na Casa Acreditar pelo tempo que for necessário, possibilitando-lhes, assim, uma vida “o mais próximo da normalidade possível”.
A casa do Porto “está praticamente pronta”, faltando apenas o equipamento e mobiliário necessários ao seu funcionamento, assim como parte da verba necessária à aquisição dos mesmos.
Para isso, a instituição lançou o “Movimento Acreditar”, que se prolongará até 15 de fevereiro. Através de “um gesto de confiança” (cair de costas para os braços de alguém), pretende-se divulgar o trabalho da associação, mas também sensibilizar as empresas e particulares para que ajudem financeiramente a Acreditar.
Segundo o presidente da Acreditar, João de Bragança, surgem por ano entre “300 a 400” novos casos de cancro em crianças e “muitos vêm para o Porto. Esta casa é um símbolo de esperança para essas crianças e respetivas famílias”.
A primeira Casa Acreditar do país foi inaugurada em 2002, em Lisboa, seguindo-se Coimbra, seis anos depois.
A Acreditar é uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) fundada em 1993 como resultado da mobilização nacional de pais de crianças utentes dos serviços de oncologia pediátrica do país.
A associação ajuda as crianças e suas famílias a superar melhor os diversos problemas que se colocam a partir do momento em que é diagnosticado o cancro, contribuindo para fomentar a esperança.