O espaço passará a ser gerido pela autarquia nos próximos 25 anos, a favor da programação cultural da cidade.
O projeto, designado “Cinema Batalha”, terá como principais eixos estratégicos o conhecimento sobre a história do cinema através de sessões regulares de cinema de arquivo, em formatos analógicos e digitais; a disseminação de discursos contemporâneos na área do Cinema sem canais de difusão no circuito comercial e nos festivais existentes; o apoio a agentes programadores e distribuidores na apresentação de novas cinematografias, e novos debates, na área do Cinema e da Imagem em Movimento; o apoio à investigação no domínio da História do Cinema e do pensamento crítico sobre a Imagem em Movimento e ações de cruzamento disciplinar entre a Imagem Movimento e outras artes, nomeadamente as visuais através de projetos expositivos.
O famoso edifício, que atualmente se encontra sem utilização e a degradar-se interior e exteriormente, é considerado ” fundamental”, não apenas do ponto de vista cultural, mas também do ponto de vista urbanístico, económico e social. A sua reabilitação e uso serão fundamentais na recuperação social e comercial de toda a Praça da Batalha e ruas adjacentes, como é o caso a Rua 31 de Janeiro.
Por outro lado, a Câmara do Porto, com o desenvolvimento deste novo projeto, complementa a atividade cultural da cidade, já garantida em áreas como as artes performativas e música e as artes visuais.
De referir ainda que o funcionamento do Cinema Batalha constitui também a consolidação da estratégia de regresso do cinema à Baixa do Porto, iniciada com o lançamento do cartão Tripass e com a dinamização dos cinemas Trindade, Passos Manuel e Auditório Isabel Alves Costa, no Rivoli.