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Câmara do Porto aprovou contas do ano passado

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A Câmara Municipal do Porto aprovou esta terça-feira o relatório de prestação de contas de 2015 com o voto contra da CDU, que criticou os baixos níveis de execução orçamental e o adiamento de investimentos, e a abstenção do PSD.

Durante a reunião pública do executivo, Guilhermina Rego, vice-presidente, avançou que face ao ano anterior a receita total cresceu 7,5%, significando um acréscimo de 15 milhões de euros e que a dívida a médio e longo prazo diminui 8,2%, destacando que “o investimento global cresceu 44% comparativamente a 2014, um acréscimo de 5,9 milhões de euros”.
Segundo Guilhermina Rego, apesar de o contexto ser ainda pouco favorável, os resultados são positivos, havendo equilíbrio financeiro.
O vereador da CDU, Pedro Carvalho, criticou “os baixos níveis de execução orçamental”, frisando “não encontrar explicação para que assim seja”.
De acordo com o vereador comunista, a câmara terminou o ano de 2015 com “um excedente de operações orçamentais de 49,2 milhões de euros, uma margem de endividamento de 22,4 milhões e 15,2 milhões de euros de receita liquidada, mas não cobrada”.
“Quase metade do investimento acabou por não ser executado, continuando o investimento municipal a ser um dos mais baixos dos últimos anos, sendo necessário inverter esta tendência”, frisou.
Pedro Carvalho questionou porque é que a câmara não aumenta o investimento se não tem falta de dinheiro, adiando obras como as do Mercado do Bolhão.
Para o vereador do PSD, Ricardo Valente, há ainda “resultados negativos”, sendo necessário pensar na sustentabilidade a longo prazo.
O presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, afirmou que, para a CDU, a execução orçamental é “sempre baixa”. Acrescentando que “o senhor vereador [Pedro Carvalho] acha mal que a câmara dê lucro, mas eu não acho mal, porque esse lucro é investido nas necessidades da cidade”.
Rui Moreira realçou que a autarquia ainda não assinou o contrato Portugal 2020 e ainda não sabe quando e se o vai assinar, mas explicou que pode, por exemplo, investir no Mercado do Bolhão com as contas apresentadas mesmo que não tenha financiamento comunitário porque “poupam para isso”.

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