A Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia aprovou, esta terça-feira, 3 de fevereiro, a exigência de mais de 25 milhões de euros à Metro do Porto, relativos às isenções de taxas de ocupação da via pública associadas às obras da Linha Rubi. A proposta passou com os votos favoráveis da coligação PSD/CDS/IL e do vereador independente António Barbosa, ex-Chega, enquanto o PS votou contra.
Em causa está a construção da Linha Rubi, que irá ligar Santo Ovídio, em Gaia, à Casa da Música, no Porto, incluindo a nova ponte Ferreirinha sobre o rio Douro. Apesar de estar em curso, a obra continua a gerar tensão política, numa reivindicação que o presidente da Câmara, Luís Filipe Menezes, tem mantido desde o início do mandato.
PS critica decisão e alerta para impacto em negociações futuras
Durante a reunião do executivo, os vereadores do PS manifestaram-se contra a proposta, considerando que a exigência financeira pode gerar um conflito institucional desnecessário com a Metro do Porto. Na intervenção, os socialistas defenderam que esta posição poderá vir a ter consequências negativas para o concelho em futuras negociações, nomeadamente no âmbito da terceira fase de expansão da rede, que prevê ligações a Canidelo e à Madalena.
Segundo o PS, e em citação pelo JN, a Linha Rubi representa “a maior obra pública em curso no país” e constitui “uma grande conquista para Vila Nova de Gaia”, sublinhando que a intervenção inclui uma extensa frente de obra, novas estações, melhorias significativas na mobilidade e uma profunda regeneração urbana ao longo do traçado.
Os vereadores socialistas defendem que os trabalhos de requalificação urbana promovidos pela Metro do Porto nas imediações do canal “superiorizam 25 milhões de euros”, valor que, no seu entender, mais do que compensa a isenção das taxas agora reclamadas.
Comparação com Lisboa e Porto
No encerramento da sua posição, o PS recorda que outras autarquias adotam uma postura diferente face a obras de transporte estruturantes. “A Câmara Municipal de Lisboa isenta totalmente as obras das linhas de Metro e a Câmara Municipal do Porto isenta as taxas de ocupação da via pública”, refere o partido, justificando assim o voto contra a proposta aprovada.