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Câmara aprova protesto contra encerramento dos CTT no Porto

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A Câmara do Porto vai pedir ao Governo que tome medidas para garantir o serviço público de proximidade, mesmo que os CTT estejam a cumprir os compromissos da privatização.

Na reunião pública camarária desta terça-feira, foi aprovado por unanimidade um protesto contra o encerramento de balcões dos CTT.
A iniciativa partiu da vereadora da CDU, Ilda Figueiredo, que apresentou uma moção contra o fecho dos postos dos correios na Galiza e na Asprela.
A redação final do texto foi sugerida pelo presidente Rui Moreira, tendo levado toda a Câmara a manifestar “o seu protesto face à anunciada intenção de encerramento de mais balcões dos CTT no Porto, atendendo ao serviço público que assim fica prejudicado”.
A autarquia aprovou ainda “solicitar ao Governo que verifique se empresa [CTT] está a cumprir caderno de encargos da privatização e, em qualquer caso, tome as medidas necessárias para que o serviço público, com a sua componente de proximidade, seja garantido às populações”.
Os CTT confirmaram a 2 de janeiro o fecho de 22 lojas no âmbito do plano de reestruturação, que, segundo a Comissão de Trabalhadores dos Correios de Portugal, vai afetar 53 postos de trabalho.
A empresa considera que o encerramento destas lojas “não coloca em causa o serviço de proximidade às populações e aos clientes, uma vez que existem outros pontos de acesso nas zonas respetivas que dão total garantia na resposta às necessidades face à procura existente”.
Em causa estão os seguintes balcões: Junqueira (concelho de Lisboa), Avenida (Loulé), Universidade (Aveiro), Termas de São Vicente (Penafiel), Socorro (Lisboa), Riba de Ave (Vila Nova de Famalicão), Paços de Brandão (Santa Maria da Feira), Lavradio (Barreiro), Galiza (Porto), Freamunde (Paços de Ferreira), Filipa de Lencastre (Sintra), Olaias (Lisboa), Camarate (Loures), Calheta (Ponta Delgada), Barrosinhas (Águeda), Asprela (Porto), Areosa (Gondomar), Araucária (Vila Real), Alpiarça, Alferrarede (Abrantes), Aldeia de Paio Pires (Seixal) e Arco da Calheta (Calheta, na Madeira).
A decisão de encerramento motivou já críticas de autarquias e utentes.

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