Marco da Silva Ferreira está entre os dez criadores escolhidos para receber o Chanel Next Prize 2026, uma distinção internacional atribuída pela Fondation CHANEL a artistas de diferentes áreas cujo trabalho se afirma pela originalidade, relevância cultural e projeção futura.
A relação do coreógrafo com o Teatro Municipal do Porto começou em 2017 e tem sido constante ao longo da última década. Foi nesse ano que apresentou “Brother”, no contexto das comemorações do aniversário do Rivoli, e “Em Surdina”, criação partilhada com Filipe Lopes.
Pouco depois, nas temporadas de 2017/18 e 2018/19, assumiu o papel de artista associado do TMP, num período em que a instituição acompanhou de perto o desenvolvimento do seu percurso artístico (via CM Porto).
Em 2019, voltou a estrear no Teatro Campo Alegre com “Bisonte”, seguindo-se, já em 2022, “førma Inførma”, obra criada para a companhia sul-africana Via Katlehong, que abriu a temporada com estreia nacional. Na mesma fase, apresentou “C A R C A Ç A”, coprodução que continua em circulação internacional.
Mais recentemente, integrou o programa do DDD – Festival Dias da Dança com “Salão Pavão”, em 2024, e regressou ao Rivoli em dezembro de 2025 para a estreia nacional de “F*cking Future”.
O trabalho de Marco da Silva Ferreira destaca-se pela “exploração de fisicalidade extrema, intensidade coletiva e investigação do corpo como lugar de experiência emocional e social, explorando temáticas como identidade e memória” (via CM Porto).
Esta trajetória, construída em estreita ligação ao TMP, ganha agora reconhecimento internacional com a atribuição do Chanel Next Prize 2026.
(Foto: via CM Porto)