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Bloco apela uma revisão das verbas de Serralves ao Ministério da Cultura

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O deputado do Bloco de Esquerda Jorge Campos disse, esta segunda-feira, que o partido vai apelar ao Ministério da Cultura para que reveja as verbas destinadas a instituições como Serralves, uma vez que a Cultura está num “estado de emergência”.

Depois de uma reunião com a diretora-geral da fundação, Odete Patrício, e com a diretora artística do museu, Suzanne Cotter, na sequência do aumento de preços dos bilhetes de Serralves, Jorge Campos disse aos jornalistas que saem do encontro “mais otimistas” e sublinhou que haverá uma comunicação ao Governo “de modo a fazer sentir que esta situação de subfinanciamento de instituições com a relevância de Serralves” leva a que seja necessário “ir revendo essas dotações por forma a que as instituições possam trabalhar”.
No entanto, Jorge Campos realçou que as medidas tomadas por Serralves no começo deste mês “parecem não apenas impopulares e de alguma forma contraproducentes em relação àquilo que é a vida cultural da cidade, mas inclusivamente levam a supor que não terão uma eficácia que permita colmatar as dificuldades existentes”.
“Nesse sentido, Serralves mostrou-se muito aberta no sentido de poder rediscutir todas as questões respeitantes aos estudantes, portanto esperamos que a situação venha ser de novo discutida e ponderada. Não é impossível que a situação possa vir a modificar-se, o que é um aspeto que nos parece bastante positivo”, disse Jorge Campos.
No dia 18 de fevereiro, Odete Patrício disse que as alterações no tarifário de acesso ao museu e ao parque não iriam resolver o problema de subfinanciamento, mas que ajudavam, apelando à compreensão do público.
“Até 2012 tínhamos um orçamento de 9,4 milhões de euros, tivemos de cortar para 7,4, que é o valor de 2015, o que significa que Serralves teve de fazer um esforço de encolher os seus custos de uma forma muito violenta. Estes cortes que tivemos de fazer, muito fortes, não nos dão possibilidade de crescer e de cumprirmos integralmente a nossa missão e o nosso papel no país”, explicou, na altura, a diretora-geral da instituição, lembrando que os 2,8 milhões estatais, neste momento, pagam “os ordenados e mais nada”.

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