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Autarquia de Matosinhos vai deixar de usar herbicida com potencial cancerígeno

Matosinhos decidiu, por unanimidade, deixar de usar o herbicida glifosato, classificado como “potencialmente cancerígeno” pela Organização Mundial de Saúde, na limpeza dos espaços públicos.

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“Não faz sentido utilizar algo que parece tão suscetível e, até se confirmar ou desmentir essa implicação para a saúde pública, é melhor acabar com a sua utilização”, avançou o presidente da câmara, Guilherme Pinto, no final da reunião privada do executivo.
Este pesticida é muito utilizado na agricultura para preparar os terrenos para cultivo, mas também na eliminação de ervas daninhas nos passeios, estradas, cemitérios ou jardins.
Guilherme Pinto salientou que “quem mais usava” este herbicida eram as empresas prestadoras de serviços para a câmara, mas “a partir de hoje ficaram proibidas de o usar”.
“Não vale a pena criar problemas de saúde à população por causa de tirar umas ervas aqui e ali”, acrescentou o autarca.
Um trabalho da RTP, divulgado na passada sexta-feira, dizia que “há vários portugueses contaminados com glifosato, um herbicida que é potencialmente cancerígeno”, e referia que “a sua presença foi detetada com valores elevados no norte e centro do país”.
O Ministério da Agricultura já esclareceu que o potencial carcinogénico do herbicida glifosato está associado a um co-formulante (taloamina) e não ao produto.
Em comunicado, o gabinete de Capoulas Santos refere que aquele herbicida “nunca fez parte da lista de substâncias a pesquisar, tendo sido determinada a sua introdução no Plano Nacional de Pesquisa de Resíduos (PNPR) em 2016”.
O Comité de Peritos da União Europeia vai reunir-se a 18 de maio para analisar e decidir sobre a utilização futura do glifosato a nível europeu.

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