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Aumenta para 75% os portugueses que têm por hábito poupar. Em 2019 eram 47%.

Aumenta para 75% os portugueses que têm por hábito poupar. Em 2019 eram 47%.

Os portugueses estão mais disponíveis para poupar: 75%, o que corresponde a mais 28 pontos percentuais (p.p.) face ao período homólogo. No entanto, a frequência com que o fazem é, agora, “mais esporádica”, com 50% dos inquiridos a afirmar que poupa “sempre que possível” e/ ou “sempre que sobra dinheiro”, uma subida de 39 p.p. em relação a 2019. 

A conclusão é de um inquérito realizado pelo Observador Cetelem, no âmbito do Dia Mundial da Poupança e da Literacia Financeira, que se assinala este sábado, 31 de outubro. 

De acordo com o mesmo, 15% dos inquiridos, de um total de mil, residentes em Portugal Continental, com idades compreendidas entre os 18 e os 74 anos, diz que o faz com regularidade mensal, uma diminuição de 7 p.p. face ao ano anterior; sendo que 9% poupa de forma pontual com recurso a subsídios e/ou prémios (menos 5 p.p.).  

Para poupar, os portugueses estão a aumentar vários hábitos, revela o Observador Cetelem, dando como exemplo uma maior procura por promoções (83%). Um valor muito superior (+52%) quando comparado com o registado no ano passado. 

Paralelamente, verificou-se também um aumento de “utilização de cupões e cartões de fidelização (50%)” e parece haver mais portugueses a tomar o pequeno almoço em casa – 46% face a 19% no ano passado – e a levar o almoço para o local de trabalho (33%), o que corresponde a mais 15% comparativamente a 2019. “ Regista-se também um aumento da percentagem de portugueses que começou a optar pelos transportes públicos para poupar (19%, +11 p.p. do que em 2019)”. 

O Observador Cetelem destaca ainda que os portugueses que estão mais atentos às promoções encontram-se entre os 45 e 54 anos (90%) e entre os 55 e os 64 anos (87%). Já os mais jovens são os que optam mais pelos transportes públicos (29%) e, de todas as faixas etárias, os que menos poupam. ​  

No que respeita à preparação e planeamento do futuro, apenas 37% dos portugueses inquiridos dizem preparar-se para a reforma (menos 2 p.p. face a 2019), sendo que para o fazerem “utilizam diversas estratégias”, continuando “as contas a prazo” a ser o “método de poupança preferido dos portugueses (17% – menos 1 p.p.). “Seguem-se os planos de poupança reforma, que têm vindo a ganhar importância (11% – mais três pontos percentuais que em 2019). Por outro lado, o tradicional mealheiro tem sido substituído por outras opções (5% – menos 2 p.p.). Outras opções com menor representatividade são o investimento em produtos bancários (3%) e certificados de aforro (3%)”, conclui o inquérito. 

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