Revista Sabe Bem PD - julho/agosto

“Apelamos a que todos descarreguem” a StayAway Covid

A aplicação móvel StayAway Covid, desenvolvida pelo INESC TEC e que permite rastrear contactos de infeção do novo coronavírus, foi apresentada esta terça-feira, no Instituto Superior de Engenharia do Porto. O evento de lançamento contou com a presença do primeiro-ministro, António Costa, da ministra da Saúde, Marta Temido, e do ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor.

Durante a sua intervenção, Marta Temido relembrou que a aplicação móvel StayAway Covid é uma “ferramenta essencial, voluntária, confidencial e segura, na qual podemos confiar” e que todos os cidadãos devem descarregar, não só para sua segurança, como para a segurança de quem o rodeia. 

Apesar do apelo ao descarregamento da app – que já se encontra disponível para iOS e Android -, a ministra da Saúde alertou que as informações dadas pela StayAway Covid devem ser lidas “com prudência”.

“O alerta emitido por esta aplicação deve ser lido com prudência. A exposição não significa infeção. Apelamos a que todos descarreguem a aplicação, mas que quem o faça e receba o alerta de exposição, tenha a tranquilidade suficiente para fazer os contactos telefónicos necessários, nomeadamente, com o SNS24 e, também com a tranquilidade necessária, aguardar depois o encaminhamento do sistema de saúde”, salientou a governante, citada pelo Notícias ao Minuto.

O primeiro-ministro, António Costa, que encerrou o evento de lançamento, também salientou a importância de instalar a aplicação StayAway Covid e de informar em caso de infeção.

“Este é um esforço pequeno mas fundamental para podermos ajudar a travar esta pandemia enquanto a vacina não chega”, frisou António Costa, citado pelo Notícias ao Minuto.

“Esta aplicação é muito importante porque é aquilo que nos permite, se estivermos contaminados, informar não só os nossos familiares, as pessoas com quem trabalhamos, os  nossos amigos, as pessoas com quem nos lembramos de ter estado nos últimos 15 dias, como alertar todos aqueles que estiveram, nos últimos 14 dias, mais de 15 minutos, a menos de 10 metros de distância, e que não sabemos quem são, muitas vezes, que tenham cuidado porque estiveram próximo de alguém infetado”, explicou António Costa, reiterando, várias vezes ao longo da intervenção, que esta app é confidencial, segura e voluntária.

O ministro da Ciência, Manuel Heitor, durante a sua intervenção, salientou a capacidade dos laboratórios associados, como é o caso do INESC TEC (Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência), terem como missão apoiar as políticas públicas, considerando este um “sinal claro” do papel destas instituições.

“Durante a pandemia ficou claro o papel dos laboratórios associados para aquilo que é o apoio às políticas públicas e forma de o conhecimento ser produzido e difundido para apoiar as políticas públicas”, afirmou o ministro, citado pela agência Lusa.

À margem da sessão, Manuel Heitor afirmou que apesar de “não curar”, a aplicação StayAway Covid é um “exercício de responsabilidade cívica”, apelando aos dirigentes do ensino superior para massificarem a propagação de utilização junto dos estudantes.

“A aplicação, ela própria não cura, mas previne e sobretudo, é um exercício de responsabilidade cívica que todos temos de seguir e partilhar. Obviamente, o arranque do ano letivo é uma oportunidade particularmente importante para, também com esta aplicação, garantirmos um ensino do sistema de ensinar e aprender presencial”, afirmou Manuel Heitor.

A StayAway Covid é uma aplicação móvel voluntária que, através da proximidade física entre “smartphones”, permite rastrear de forma rápida e anónima as redes de contágio por covid-19, informando os utilizadores que estiveram, nos últimos 14 dias, no mesmo espaço de alguém infetado com o novo coronavírus.

A Stayaway Covid é uma aplicação voluntária que, através da proximidade física entre ‘smartphones’, permite rastrear de forma anónima as redes de contágio por covid-19, informando os utilizadores que estiveram, nos últimos 14 dias, no mesmo espaço de alguém infetado com o novo coronavírus.

A aplicação é gratuita e anónima, sendo que a única coisa que é pedido ao utilizador é que, em caso de “testar positivo”, insira na aplicação o código que lhe é fornecido.

De acordo com Francisco Maia, presidente executivo da Keyruptive e investigador do INESC TEC, “não existe nenhum tipo de autenticação, nem informação do utilizador” para utilizar a StayAway Covid.

A aplicação foi desenvolvida pelo INESC TEC, Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP), Keyruptive e Ubirider e conta com o apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).

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