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APDL quer apostar no transporte de mercadorias pelo Douro para a região crescer

APDL quer apostar no transporte de mercadorias pelo Douro para a região crescer

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A Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) quer potenciar o transporte fluvial de mercadorias no rio Douro e defende ser este um caminho para “fazer crescer a região”.

“Queremos dotar o rio Douro das condições de uma via navegável fluvial no ‘standard’ da União Europeia”, disse Raquel Maia, do Conselho de Administração da APDL que, com o projeto Douro’s Inland Waterway 2020, pretende “melhorar esta via fluvial para potenciar o turismo ainda mais, mas também a mercadoria que é a que está mais incipiente”.
A responsável pelo pelouro da Via Navegável do Douro afirmou acreditar que o crescimento do transporte fluvial de mercadorias é possível, ainda que, e segundo estudos pedidos à Universidade do Porto, possa ser lento.
Este “caminho” para fazer “crescer a região do Douro” passa também pela abertura da navegação noturna do rio que, disse Raquel Maia, “é um dos objetivos e um dos eixos” do projeto 2020, embora falte ainda encontrar a melhor fórmula para compatibilizar o transporte de mercadorias e o turismo.
“Não quer dizer que a navegação de carga só se irá fazer à noite e a de turismo só de dia e muito menos que não haja turismo de navegação de turismo de noite. Já tem vindo a ser autorizada a navegação marítimo-turística à noite”, acrescentou a responsável.
Para tornar o rio navegável 24 horas, e para ali aumentar o transporte de mercadorias, a APDL terá que levar a cabo obras, “que podem chegar a muitos milhões”, de dragagem do Douro em dois troços sem a profundidade necessária.
A intervenção fará parte da segunda fase do projeto Douro’s Inland Waterway 2020 cuja primeira fase, de estudo e preparação de projetos de execução, “está em vias de ser concluída”.
Já a antecipar a segunda fase, a APDL apresentou no início do ano duas candidaturas a fundos comunitários. Uma, de cerca de 2,7 milhões de euros, para implementação do sistema de informação RIS (River Information Sistem) e outra, de 10 milhões de euros, para melhorar as condições de acessibilidade do Douro entre o estuário na foz e a barragem de Crestuma-Lever.
Esta segunda candidatura visa melhorar as condições de segurança e colocar marégrafos para “medir caudais e cotas em tempo real”.
Para setembro, espera a APDL poder candidatar a fundos comunitários o projeto de modernização das cinco eclusas do Rio Douro cujo sistema se pretende “mais rápido e mais ágil para permitir mais passagens”.

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