Ao que tudo indica, a operação dos serviços da Metro do Porto vai estar fortemente condicionada durante as próximas semanas. Tal foi garantido pela própria empresa, em comunicado oficial.
A razão tem a ver com a greve dos trabalhadores da CP, que fazem a manutenção dos veículos. Como refere o Jornal de Notícias, espera-se que entre 20 a 30 viaturas do Metro estejam paradas. Ao todo, são 120.
“Devido a uma greve, à qual a Metro do Porto é alheia, que está a afetar as operações de manutenção das frotas a cargo da CP, o serviço do Metro tem sido condicionado, com algumas viagens programadas em várias das nossas linhas a serem suprimidas ou a acontecerem com menor capacidade (em veículos simples, em vez de duplos)” – escreve a Metro.
Apesar de tudo, a empresa garante ao público que “estão a ser desenvolvidos todos os esforços para mitigar os impactos desta situação”, afirmando ainda que o grande objetivo é “garantir os períodos e eixos de maior procura”.
É expectável que a situação afete, em particular, as linhas Azul e Violeta, que estabelecem ligação entre o Estádio do Dragão e Matosinhos e o Estádio do Dragão e o Aeroporto Francisco Sá Carneiro.
A greve poderá durar até perto do final do mês (dia 26), sendo as escalas fixadas pela CP uma das principais reivindicações. No dia 12 de fevereiro, espera-se que haja uma paralisação total da manutenção destes veículos.
A CP já se pronunciou sobre o assunto, considerando que esta greve “representa uma rutura injustificada com a via do diálogo e da concertação”.