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Álvaro Siza Vieira doa 40 projetos a Serralves

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A portuense Fundação de Serralves, a Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, e o Canadian Centre for Architecture (CCA) são as três entidades que vão acolher os arquivos do prémio Pritzker.

O arquiteto Álvaro Siza Vieira vai doar 40 projetos à Fundação de Serralves, no Porto, não descartando a hipótese de ampliar o número de doações à instituição. Segundo referiu, durante a assinatura da escritura, realizada esta quarta-feira, no seu atelier, vão estar em Serralves os dois projetos “mais representativos e procurados em termos de consultas” na cidade Invicta: o do próprio museu portuense e o da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (FAUP). A Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, também vai acolher projetos do mais premiado arquiteto contemporâneo português.
“Na escolha que se fez procurou-se não cair nessa coisa limitada de ‘os do Porto ficam no Porto’, ‘os de Lisboa ficam em Lisboa’. (…) Quanto aos internacionais, a maioria fica no Canadian Centre for Architecture (CCA)”, adiantou, defendendo tratar-se do melhor arquivo de arquitetura do mundo. De acordo com o presidente da Fundação de Serralves, Luís Braga da Cruz, entre as cláusulas da escritura é aberta “a hipótese de outros projetos mais recentes que não foram ainda objeto de tratamento arquivístico poderem vir a ser objeto de contratualização com Serralves”. Siza Vieira frisou que um dos aspetos mais importantes desta distribuição foi o fomento dos protocolos entre as três instituições escolhidas para acolher os seus arquivos, recordando as críticas de que foi alvo pela escolha do CCA. “No início ouvi críticas, quando vieram as primeiras notícias de que arquivos iam para o Canadá, quase acusando-me de traição lesa-pátria, mas o objetivo não era esse”, sustentou o prémio Pritzker.

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