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Alterações climáticas não interferem na qualidade do vinho

Alterações climáticas não interferem na qualidade do vinho

As alterações climáticas e a sua incidência na vinha, em particular o aquecimento nos últimos 50 anos, levaram aquela entidade a solicitar a colaboração de Gregory Jones, um dos maiores especialistas a nível mundial na matéria. As conclusões, positivas, foram apresentadas num seminário, realizado na passada sexta-feira, na Alfândega do Porto: a Região Demarcada do Douro vai superar com sucesso as alterações climáticas previstas e o seu efeito no clima e no cultivo da vinha na região. Segundo o cientista americano Gregory Jones, da Southern Oregon University, «a Região do Douro apresenta uma grande variedade geomorfológica e as suas videiras uma enorme capacidade adaptativa». De acordo com o estudo, realizado no último ano, as novas tecnologias aplicadas às práticas vitícolas são ferramentas que os viticultores têm ao seu dispor e garantem qualidade na produção. «Técnicas como o controlo da restrição hídrica da planta e incremento da utilização eficiente de água, zonagem geoclimática, diversidade genética da videira e medidas de curto prazo como a aplicação de “protetores solares” nas folhas ou a alteração dos sistemas de condução também estão disponíveis aos produtores», indica o responsável. O estudo examinou vários fatores do clima do Douro. Para a realização deste trabalho foram utilizadas ferramentas que permitem uma abordagem nova no domínio da análise espacial do clima, aumentando a resolução geográfica da informação, nomeadamente a base WorldClim, para o período 1950-2000. Esta base revelou condições climáticas semelhantes às normais entre 1931 e 1960. «Seguir as abordagens de viticultura sustentável e inovadoras em todo o sistema produtivo é o segredo para enfrentar o aumento da temperatura média anual entre 1,4º e 3,3º centígrados no cenário A1B (IPCC, 2007) para 2050. Relativamente à precipitação, a maior parte da mudança deverá ocorrer durante a estação de crescimento, onde é estimada uma diminuição de 10 a 42% até 2080. As projeções futuras para o clima da região classificada como Património Mundial na categoria de “Paisagem evolutiva e viva” estão de acordo com outras investigações a nível europeu. As tendências observadas no Douro corroboram estudos realizados na Península Ibérica, nomeadamente, aumentos nas temperaturas médias, mais significativos no verão do que no inverno, a maior variedade e frequência de anomalias mensais de temperatura e uma maior redução de chuvas nos meses de primavera no último terço do século XXI. O seminário «Alterações Climáticas na Produção de Vinho: Visão global e avaliação da situação na Região do Douro» contou ainda com a presença de Pedro Miranda, professor da Universidade Nova de Lisboa, João Santos, professor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, ambos focados no efeito das alterações climáticas, respetivamente, em Portugal e na Europa, e George Sandeman, da Sogrape Vinhos.
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