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Alta velocidade em Gaia: candidatos exigem ligação à Linha Amarela e Rubi do Metro

Alta velocidade em Gaia: candidatos exigem ligação à Linha Amarela e Rubi do Metro

Os candidatos à Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia exigem que a futura estação da linha de alta velocidade (LAV) conte necessariamente com ligação às linhas Amarela e Rubi do Metro do Porto, ainda que nem todos assumam posição clara sobre a localização da estação.

De acordo com a autarquia, a discussão foi lançada depois de o consórcio Avan Norte (ex‑LusoLav — Mota‑Engil, Teixeira Duarte, Alves Ribeiro, Casais, Conduril e Gabriel Couto), responsável pela construção do primeiro troço da linha Porto–Oiã, ter proposto em abril uma mudança da estação prevista em Santo Ovídio para Vilar do Paraíso, alternativa que não constava do caderno de encargos. No plano original, a estação subterrânea de Santo Ovídio, já com ponte única rodoferroviária, assegurava a conexão direta com as linhas Amarela e Rubi do metro.

A proposta do consórcio, implica a construção de uma segunda ponte separada para veículos, bem como o prolongamento da Linha Rubi desde Santo Ovídio até à nova estação em Vilar do Paraíso, o que elimina a ligação direta à linha Amarela, obrigando os passageiros a realizar transbordos.

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Posicionamentos dos candidatos

  • João Paulo Correia (PS) afirmou à Lusa que a decisão final “é do Governo e do consórcio”, mas exigiu que qualquer solução assegure que “seja possível ao passageiro, na estação de Santo Ovídio, apanhar a linha Amarela ou a linha Rubi”, reforçando a sua “defesa intransigente da estação de alta velocidade em Gaia”, independentemente da localização.
  • André Araújo (CDU) criticou o processo como dominado por “lutas de bastidores” e voltou a defender “o máximo possível de intermodalidade em Santo Ovídio”. Alertou ainda que “não é oficial que o consórcio vá custear” a extensão da Rubi, apesar de se falar nisso.
  • João Martins (BE/Livre) reforçou que a sua candidatura exige acesso a ambas as linhas de metro em Gaia, dando “preferência exatamente por Santo Ovídio” por esse motivo, mas sublinhou que o essencial é haver uma estação em Gaia.
  • Daniel Gaio (Volt) defende que Santo Ovídio é o local lógico para a estação porque Gaia tem maior densidade populacional e Santo Ovídio configura-se como um “grande centro de transportes públicos”. Considera incompreensível projetar a estação numa zona industrial protegida em Canelas e recorda que o consórcio admitiu que essa alternativa seria mais cara.
  • Luís Filipe Menezes (PSD/CDS-PP/IL), sem declarações diretas à Lusa, criticou publicamente o custo estimado de construir duas estações no Grande Porto e referiu que ligar Gaia ao aeroporto pela linha Rubi custaria cerca de 70 milhões de euros, face a quase mil milhões para a ligação via Campanhã.

Contexto técnico e ambiental

A Infraestruturas de Portugal (IP), segundo o Porto Canal, reafirmou que a estação de Gaia será construída em Santo Ovídio, conforme o projeto original do primeiro troço Porto–Oiã. Essa mesma versão foi ratificada por instituições envolvidas no contrato de concessão.

A Câmara Municipal de Gaia emitiu parecer favorável às alterações propostas pelo consórcio, desde que posteriormente aprovadas pelas entidades competentes, defendendo que essas mudanças não contrariem os termos do concurso original.

A entrega do Relatório de Conformidade Ambiental (RECAPE) está prevista para este mês. A IP continuará a considerar Santo Ovídio como solução de referência, enquanto a proposta da LusoLav representa uma alternativa ainda em avaliação.

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