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Abrigo dos Pequeninos vai acolher “reserva museológica”

Abrigo dos Pequeninos vai acolher “reserva museológica”

Encerrado há sete anos, o Abrigo dos Pequeninos, situado nas Fontainhas, vai voltar a ganhar vida em breve, com uma nova valência. Trata-se de uma “reserva museológica” do acervo municipal do Porto, que contará com um laboratório que permitirá a “conservação e restauro das peças e o estudo de artistas”, revelou a Câmara Municipal.

Em comunicado, a autarquia, liderada por Rui Moreira, escreve que as obras de requalificação do espaço já arrancaram e que este será composta por sete salas. Cada uma delas será dedicada a uma tipologia específica, nomeadamente “pintura, têxteis, desenhos, gravuras, metais, mobiliário e uma caixa-forte”, que, segundo Maria Aguiar, docente e responsável pela reorganização das reservas museológicas, citada pelo Porto., será destinada a “albergar peças de maior valor”.

Adicionalmente, o Abrigo dos Pequeninos contará também com um laboratório dedicado à “conservação e restauro” de peças, um espaço considerado fundamental para proceder aos tratamentos das peças que “têm patologias, sinais de corrosão e fragmentos partidos”.

“Uma área de estudo, um estúdio fotográfico, uma sala de quarentena e outra de tratamento de anoxia, para onde será movida a tenda de tratamento instalada desde maio de 2020 na reserva de Ramalde, serão outros dos espaços que integrarão a reserva museológica visitável”, sublinhou o município.

De acordo com informações avançadas pelos meios de comunicação nacionais, as obras no Abrigo dos Pequeninos terão arrancado no passado mês de outubro e deverão estar concluídas dentro de um ano, pelo que a Câmara Municipal do Porto estima que a reserva esteja “pronta em 2023”.

Recorde-se que o Abrigo dos Pequeninos foi fundado em 1935, com o objetivo de acolher crianças carenciadas. O espaço reabre, agora, como “reserva museológica”, devido a um projeto composto por dois eixos – um que envolve a “organização das reservas que já existiam” e outro a “preparação da transferência do espólio para a nova reserva”, completou Maria Aguiar. 

O concurso público para a realização das obras de requalificação do edifício foi lançado pela Câmara Municipal do Porto, em novembro do ano passado, pelo preço base de 1,35 milhões de euros.

Foto: Miguel Nogueira

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