
Depois de tantos meses total ou parcialmente confinados, a vontade dos portugueses de usufruírem de atividades culturais e de lazer aumentou significativamente. É a conclusão de um estudo do Observador Cetelem, que revela que, no total, 98% dos portugueses tencionam fazer alguma atividade de lazer nesta fase de reabertura, o que corresponde a mais 10 pontos percentuais em relação a setembro de 2020.
Entre as principais atividades, a ida a restaurantes/bares foi a mais destacada, com 91% das respostas, mais 14% do que no ano passado. Seguem-se as atividades ao ar livre (78%) e a ida ao cinema e a museus/locais históricos, cada uma com 59%. Os dados mostram um aumento de, respetivamente, 11%, 14% e 24%, em comparação com o ano transato.
Todas as opções apresentaram um “valor mais elevado”, o que, de acordo com o Observador Cetelem, pode indicar a “vontade que os portugueses sentem agora de recuperar os momentos de lazer perdidos”.
Em relação aos custos associados às atividades em causa, a média ronda os 133€, com os homens a pretenderem gastar mais 16,5€ do que as mulheres, que indicaram um valor de 125€.
A nível regional, os inquiridos da região Norte são os que mais pretendem gastar (140€). Já os inquiridos de Lisboa (121€) e da região sul (118€) os que despenderão menos dinheiro.
De referir que à semelhança de junho de 2020, neste segundo confinamento, ir ao teatro, cinema e concertos (17%) e praticar exercício físico em ginásios (17%) encontram-se também na lista do que mais falta fez aos portugueses.
O inquérito foi realizado entre 27 de março e 6 de abril.