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#8 Escapadinhas à Galiza: descubra a rota dos “Passeios pelo Norte do Norte”

#8 Escapadinhas à Galiza: descubra a rota dos “Passeios pelo Norte do Norte”

Em mais uma escapadinha até à Galiza, ficamos a conhecer, desta vez, o “Norte do Norte” das praias da região. Por isso, mais uma vez, imaginemos que a VIVA! é a sua guia turística e embarque nesta viagem connosco, perfeita para um fim de semana.

1º Dia

Acordemos bem cedo e vamos até à zona de Cedeira. Aqui, não se pode perder a chance de visitar o santuário de Santo André de Teixido e seguir a tradição que diz: “vai de morto quem não foi de vivo”. 

Como sugere a Junta da Galiza, não se esqueçam de colocar uma pedra nos “milladoiros” (montes de pedras) ao longo do caminho para marcar a vossa visita. E, para os que vão atrás do amor, levem um pouco de “herba de namorar” (erva de namorar), pois nunca se sabe. Pelo menos, a sugestão é essa.

Seguimos agora rumo a Cariño, subindo a Serra da Capelada até à Garita da Herbeira. Deste miradouro, é possível ver como os penhascos se precipitam quase verticalmente para um mar cheio de rochas. 

Estes penhascos estão entre os mais altos da Europa. Ao chegar ao miradouro Vixía Herbeira, o ponto mais alto da subida, respiramos fundo e sentimos a imensidão da terra, a força do vento e a paz que este lugar transmite.

Continuamos até ao cabo Ortegal, onde está um dos faróis mais fotografados da região. A simplicidade da torre cilíndrica, pintada de branco e vermelho, contrasta com a sua importância. 

Cabo Ortegal

Um dos destaques desta paisagem são os “Aguillóns”, grandes rochas que emergem perto do cabo e contra as quais as ondas batem fortemente, criando um espetáculo impressionante, especialmente durante tempestades. À direita, vê-se a ria de Ortigueira, com seus penhascos e praias.

Depois de contemplar a beleza deste lugar, poder-se-ia partir em direção à pequena capela de San Xiao de Trebo. Um caminho que parte do recinto do templo permite uma caminhada até a vila piscatória de Cariño. 

Se estiver por esta zona na hora do almoço, aproveite para saborear um delicioso guisado de raia ou ovos mexidos com ouriços e algas, iguarias típicas que capturam o sabor salgado do mar. Durante a semana, pode-se visitar as fábricas de conservas artesanais e levar um pedaço saboroso do mar para casa.

A viagem segue até Ortigueira, onde o rio Mera desagua. Do porto da vila, é possível fazer uma caminhada de cerca de quatro quilómetros até à praia de Morouzos. Tranquila e ideal para um banho, é cercada por um pinhal e uma área de marismas e juncos; à direita, encontra-se a pequena enseada de Ladrido. 

Em meados de julho, o pinhal transforma-se numa grande zona de acampamento para o público do Festival de Ortigueira, um evento simbólico do verão e um dos principais festivais de folk do mundo desde 1978.

Os restaurantes à beira da praia dão fama à nossa próxima paragem, Espasante, onde se pode saborear um marisco divinal. À noite, nada como experimentar uma tasca local, que oferece um ambiente acolhedor com música tradicional. 

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Antes da hora da comida, ainda pode ver muito mais belezas naturais nesta zona da Galiza. Um grande destaque é a praia de Céltigos, onde poderá desfrutar de umas vistas incríveis do cabo Ortegal e dos “Aguillóns”. 

Também passarão pelas praias de San Antonio, Eirón, que abriga uma das maiores grutas da região, e Bimbieiro, a única praia de seixos desta parte da costa de Loiba. Nesta zona de altas falésias, um passeio pelos caminhos dos percebeiros vai revelar as dificuldades enfrentadas diariamente por quem por aí trabalha. 

Em poucas horas, já viu tudo aquilo que poderá visitar? O melhor de tudo é que esta jornada está pensada para o fim de semana inteiro. Por isso, vamos até ao segundo dia, em que o tempo, previsivelmente, é menor, mas não deixa de ter muito para visitar.

2º Dia

Depois de um dia intenso, é possível que queira instalar-se numa unidade hoteleira da região e aproveitar para descansar mais um pouco e tomar o pequeno-almoço à vontade. 

No segundo dia da viagem, seguimos para O Barqueiro, mas antes de chegar à vila, desviamos a rota para Bares, um local ideal para visitar o cabo e o farol, se tiver curiosidade. 

Como refere a Junta da Galiza, as coordenadas 43º 47′ 9.26’’ N, 07º 41′ 2.23″ O são sempre mencionadas na apresentação da ponta Estaca de Bares, o cabo mais ao norte da Península Ibérica, que marca a divisão entre o oceano Atlântico e o mar Cantábrico. 

Farol de Estaca de Bares

Se levar binóculos, poderá observar que esta é uma importante rota de passagem para aves migratórias do Atlântico, Mediterrâneo e Ártico. Pode visitar ainda o antigo Semáforo de Bares, que já teve funções militares e agora é um pequeno hotel. Curioso, certo?

De lá, podem desfrutar de um pôr do sol especial e simbólico. Perto do farol, ao longo das falésias, há uma série de moinhos em linha, alguns deles restaurados, que formam uma bela paisagem.

O dia poderia terminar, por exemplo, no porto de Bares, onde pode saborear peixe fresco ou arroz com lavagante numa esplanada à beira da praia. Cercada por hortas e geralmente tranquila, esta área possui um ambiente verdadeiramente mágico.

Depois disso, é hora de abalar até à Invicta, após dois dias bem passados na Galiza. Afinal de contas, há muito para fazer em terras vizinhas.

Fotos: Junta da Galiza

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