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#8 Escapadinhas à Galiza: descubra a rota dos “Faróis e Praias no Fim do Mundo”

#8 Escapadinhas à Galiza: descubra a rota dos “Faróis e Praias no Fim do Mundo”

Na Galiza, o que não falta são pontos de interesse. Por isso mesmo, venha connosco em mais uma “Escapadinha à Galiza”, pela rota “Faróis e Praias no Fim do Mundo”, promovida pela própria região.

Nesta viagem de dois dias, perfeitamente exequível num fim de semana, baseamo-nos nas sugestões da Junta da Galiza, para lhe mostrar o que não pode mesmo perder na zona em questão.

1º Dia

Depois de partir da Invicta, podíamos começar a viagem por conhecer a Costa da Morte que, segundo algumas teorias, vê o nome relacionado à grande quantidade de naufrágios ocorridos tanto no passado quanto recentemente. 

Entre os faróis construídos em tempos recentes, destaca-se o farol moderno de Ponta Nariga, em Malpica de Bergantiños, o nosso primeiro destino. Construído em 1995 pelo arquiteto galego César Portela, o farol é imponente na zona em questão.

Feito com granito rosa de O Porriño, ao observá-lo de perto, é possível ver um grande barco composto por três partes que se eleva 50 metros acima do mar. Esta estrutura integra-se num ambiente de rochas erodidas pelo vento e pela água, formando esculturas zoomórficas.

Escusado será dizer que isso, por si só, cria uma paisagem digna de ser apreciada com as Ilhas Sisargas a norte e o cabo Roncudo a sul. Uma sugestão dada pela Junta da Galiza é que aproveite para provar os percebes deste cabo, considerados por muitos como os melhores da Galiza.

A nossa viagem continua para Camariñas, mas antes podemos parar em Laxe. Além da praia mais movimentada da cidade, existem as praias virgens de Soesto e Traba, que também são destinos bons para apreciar.

Em ambas, é necessário deixar o carro nas proximidades e atravessar as dunas por passagens especiais até alcançar a areia. A praia de Soesto estende-se por 860 metros, enquanto Traba ultrapassa os 2,5 quilómetros. Um bocadinho diferente, certo?

Pelo caminho, o que não falta são boas paisagens para passeios e para observar aves marinhas entre os juncos das dunas baixas: gaivotas, guarda-rios, tarambolas e alvéolas habitam neste grande observatório ornitológico. 

Se olhar um pouco mais ao longe, será ainda possível ver as pedras talhadas pelo vento e pelo tempo nos Penedos de Traba e Pasarela, uma Paisagem Protegida pelo Governo Regional da Galiza.

Esta parte oriental da Serra de Pena Forcada estende-se de Traba de Laxe até ao cabo Vilán, a nossa próxima paragem em Camariñas. Neste cenário imponente e rochoso, ergue-se outro dos faróis mais conhecidos da Costa da Morte, tanto pela sua estrutura como pela sua localização. 

Atualmente, este dá abrigo ao Museu dos Naufrágios. Ao visitar a região, poderá aprender alguns segredos sobre os faróis, desde a sua beleza ao iminente perigo a que o local se associa. 

Mais de 150 naufrágios aconteceram nesta costa, sendo o mais famoso o do navio militar inglês HMS Serpent em 10 de novembro de 1890. Apenas três tripulantes sobreviveram, enquanto os outros 172 foram enterrados no “Cemitério dos Ingleses”. 

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Depois, a mesma fonte sugere que suba até à antiga tocha, situada atrás do farol atual, de 1896, para ver a torre octogonal de cabo Vilán. Este foi o primeiro farol elétrico das costas espanholas, e possui um túnel coberto que liga o edifício dos faroleiros à lanterna ao longo da falésia.

Na estrada para o farol, há um caminho que leva à praia selvagem de Trece. O melhor é deixar o carro perto e seguir a pé ou de bicicleta para apreciar a vista panorâmica. Ao longo do caminho, encontrará o Foxo do Lobo, um antigo sistema de caça provavelmente pré-histórico, utilizado para capturar lobos, javalis e cervos.

Aqui também há uma grande diversidade biológica. Este é o único local na Galiza, para além das Ilhas Cíes, onde crescem os últimos exemplares em perigo de extinção do arbusto camarinha, que dá nome a este município. 

Para terminar o primeiro dia no ponto mais ocidental da Espanha peninsular, não há como não dar uma espreitadela no cabo Touriñán. Esta pequena península avança quase um quilómetro pelo mar adentro. 

Um local ideal para contemplar as maravilhas naturais da Costa da Morte. Se quiser ter a experiência completa, também poderá subir ao monte Facho e apreciar a beleza da península de Muxía ou juntar-se aos surfistas que encontram neste local um paraíso para o desporto que praticam.

2º Dia

Depois de um dia muito exigente porém de passeio, podemos explorar Fisterra, conhecido na Antiguidade como o fim do mundo. Antes de chegar à cidade e acompanhar os últimos passos dos milhares de peregrinos que diariamente completam o Caminho de Santiago aqui, pode visitar as praias d’O Rostro e Mar de Fóra. 

Importa salientar que estas praias não são adequadas para banho devido à sua perigosidade, mas são paragens obrigatórias para quem visita Fisterra.

Nos arredores da praia d’O Rostro, a extensão de areia ultrapassa os dois quilómetros, o que é ótimo para um bom passeio. Existe uma lenda que diz que sob a areia está a cidade mítica de Dugium, fundada pelos nerios e submersa por uma onda gigante. 

A estadia em Fisterra, assim como em outras paragens, é uma ótima oportunidade para provar as delícias do mar, celebradas em festas gastronómicas durante o verão. Pratos típicos, como navalheiras, amêijoas, percebes, robalo grelhado e polvo à galega, são servidos nos restaurantes locais durante todo o ano.

Uma boa ideia é tirar a tarde para passear pela cidade de Fisterra e sentir a maresia e o ambiente cosmopolita dos visitantes, especialmente perto do albergue de peregrinos e dos cafés e bares próximos ao porto. 

A Junta da Galiza sugere a visita ao Castelo de San Carlos, de 1757, agora transformado em Museu da Pesca. Pouco antes do pôr-do-sol, experimente ir até aos arredores do farol de Fisterra e sentar-se numa das pedras do caminho que cerca o promontório para assistir ao pôr-do-sol com umas vistas ímpares. 

Por fim, já podia partir em direção à Invicta descansado, sabendo que aproveitou ao máximo um fim de semana, para conhecer o melhor que há para ver na Galiza. Afinal de contas, não é preciso ir muito longe para conhecer verdadeiros encantos naturais.

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