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#7 Escapadinhas à Galiza: descubra a rota das “Praias de Açúcar”

#7 Escapadinhas à Galiza: descubra a rota das

Ao longo da costa entre a ria de Ferrol e a Cedeira, encontramos uma vasta sequência de praias de areia fina, que valem sem dúvida a visita. Afinal de contas, a Galiza fica aqui ao lado, o verão está a chegar e um passeio faz sempre bem.

Por isso, permita-nos fazer de seu guia turístico durante breves instantes, para lhe mostrar as potencialidades desta região.

Dia 1

A nossa viagem podia ter como primeiro destino Ferrol, no bairro de pescadores d’A Graña. Com as suas casas estreitas e ruas de pedra, seguimos até ao Castelo de San Felipe, uma fortaleza que exemplifica o estilo académico da época da Ilustração. 

A partir daqui, temos vistas espetaculares da ria e do Castelo d’A Palma em Mugardos, lembrando a importância histórica e cultural das fortificações defensivas da ria de Ferrol e do Arsenal Militar, que protegiam a entrada marítima contra incursões, especialmente inglesas (via Junta da Galiza).

Dirigimo-nos então até Cariño, passando por Doniños, a primeira praia selvagem, acompanhada pela lagoa homónima. Diz a lenda que aqui está submersa a antiga cidade de Valverde, castigada por uma divindade. 

A praia também tem um papel na história da Batalha de Brión, onde os ingleses desembarcaram e foram derrotados. Este evento é comemorado em 25 de agosto com uma representação teatral.

Na praia de Doniños, encontramos os restos de uma bateria costeira e, seguindo pela ponta esquerda, chegamos à pequena praia de Lumebó. Com a maré baixa e ao pôr do sol, podemos testemunhar um cenário impressionante de esculturas naturais de pedra. Continuando pela passarela de madeira na outra extremidade, podemos caminhar ou pedalar até Covas.

A próxima paragem podia ser na praia de San Xurxo, ao sul do cabo Prior. Com mais de dois quilómetros de areia branca, é ideal para longos passeios, especialmente durante a maré baixa. 

Da ponta Herbosa, temos uma vista panorâmica das praias de San Xurxo, Esmelle e O Vilar, conhecidas como “as praias de Covas”, cercadas por águas turquesa e altos pinheiros.

No cabo Prior, encontramos o farol ativo desde 1853. Aqui também há ruínas de um destacamento militar. Atrás do farol, uma escada leva-nos a uma porção do istmo de 171 metros, de onde podemos ver a praia e a ilha de Santa Comba ao norte, com a sua ermida românica. Perto daí, a enseada d’As Fontes oferece poças de água verde-esmeralda, um local perfeito para relaxar.

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Passando pelas pequenas praias de Sartaña e Medote, chegamos a Ponzos, a mais selvagem. Na extremidade direita, há uma área de nudismo e, com a maré baixa, podemos atravessar as rochas até a solitária praia de Casal, no município vizinho de Narón. 

Dia 2

Neste fim de semana até à Galiza, podemos começar o segundo dia em Valdoviño, com uma vista panorâmica do farol d’A Frouxeira. A praia homónima tem três quilômetros de extensão, sendo perfeita para caminhar e admirar as ondas e os ventos fortes (via Junta da Galiza). 

Nos túneis sob o farol, podemos sentir a força do mar e apreciar o trabalho dos percebeiros, que são homenageados na romaria da Virgem d’O Porto no início de julho.

Deixando a praia da Frouxeira, entramos na área protegida da praia e lagoa de Valdoviño, um importante ponto de observação de aves, especialmente no inverno, onde vivem espécies como o pato-real e o galeirão-comum.

Pelo norte, o Miradouro d’O Paraño oferece uma vista do outro extremo da praia. Ao descer a estrada, chegamos à praia de Rodo o Pantín, famosa pelo campeonato de surf que atrai a elite mundial desde 1988.

Seguimos para a praia de Vilarrube, um lugar encantador de águas calmas, ideal para longas caminhadas e degustações gastronómicas, como navalheiras ou percebes nas tascas locais. Aqui vai uma dica: nadar nestas águas ricas em iodo favorece bastante o bronzeado.

Ao chegar a Cedeira, uma boa opção seria explorar o centro histórico até à ermida branca de Santo Antón, que oferece uma vista magnífica da entrada da ria. Continuamos até ao farol da ponta Candieira, no topo do monte Purrido. Aqui, poderíamos descer as famosas dez curvas da estrada ou admirar a paisagem do sopé da montanha, aproveitando para dizer “olá” a cabras ou cavalos selvagens.

Na última refeição da viagem, é obrigatório experimentar pratos locais como o guisado de tubarão-anequim, tamboril à cedeiresa, atum em molho ou pastelón, uma empanada folhada recheada com delícias de mar, incluindo atum, bacalhau com passas e congro.

 Em tão pouco tempo, é possível conhecer zonas verdadeiramente incríveis da Galiza. Por isso, com os meses de julho e agosto ao virar da esquina, pode aproveitar para passar uns dias fora de casa e usufruir do melhor que os nuestros hermanos têm para oferecer.

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