Em declarações à agência Lusa, o presidente do Conselho de Administração da Metro do Porto, Jorge Delgado, disse que “o recorde absoluto de procura alcançado em 2017 reforça a linha de crescimento que o Metro apresenta praticamente desde o primeiro ano de operação”.
De acordo com os dados de 2017, ainda preliminares, o metro arrecadou 60,6 milhões de validações, o que corresponde a um crescimento de 4,5% face aos 58 milhões de 2016.
Os números demonstram que “todas as linhas da rede deram um contributo positivo para o crescimento, com destaque, em termos absolutos, para o tronco comum Senhora da Hora-Estádio do Dragão”, responsável por quase 50% do aumento das validações, com um acréscimo de cerca de 1,3 milhões de clientes e uma subida de 4,1%, referiu fonte da empresa.
Mas também a Linha Amarela, que liga o Hospital de São João a Santo Ovídio (Vila Nova de Gaia) se destaca, uma vez que “representa um terço dessa subida, com mais de 800 mil novos clientes, equivalente a 4,9% de crescimento”.
Em termos percentuais, a Linha Violeta (E), que serve o aeroporto Francisco Sá Carneiro, foi a que mais cresceu (11%), o que leva a Metro do Porto a estimar que, em 2017, mais de 1,9 milhões de pessoas tenham utilizado o metro em deslocações de e para o aeroporto.
A Linha Azul (A) registou um crescimento de 5,8%, a Vermelha (B) de 2,8%, a Verde (C) de 2,9% e a Laranja (F) de 4,6%.
“O crescimento foi razoavelmente estável durante todo o ano e verificou-se em praticamente todos os meses. Todos os trimestres tiveram comportamento positivo face ao período homólogo”, concluiu.
Oficialmente inaugurado a 7 de dezembro de 2002, o metro do Porto abriu portas aos passageiros no dia 1 de janeiro do ano seguinte, com o início da operação da Linha Azul, entre a Trindade (Porto) e a Senhora da Hora (Matosinhos).
Atualmente o metro conta com seis linhas e 82 estações, numa extensão total de 67 quilómetros.
Está já prevista a extensão da rede, com uma ligação entre São Bento e a Casa da Música (Linha Rosa) e com o prolongamento da Linha Amarela até Vila D’Este (Vila Nova de Gaia), num investimento de cerca de 4,7 milhões de euros.