Até ao final do mês de julho, ainda será possível aproveitar vários espetáculos promovidos pelo programa Cultura em Expansão, que aposta na criação coletiva e na participação ativa de comunidades locais e artistas.
Entre os dias 9 a 12 de julho, sempre às 21h30, o Teatro Universitário do Porto (TUP), localizado na Rua dos Bragas, apresenta Contacto de emergência. Trata-se de um espetáculo fruto da colaboração entre o TUP, o coletivo silentparty e estudantes universitários.
De acordo com a Ágora, o projeto parte de vivências ligadas ao género, à habitação e às desigualdades sociais, recorrendo a uma abordagem artística multidisciplinar. A entrada é gratuita, mas requer inscrição prévia por e-mail: [email protected].
Mais adiante, de 17 a 19 de julho, o coletivo A Soalheira promove Terracota que à Terra Volta, na Noeda, em parceria com a associação Asas de Ramalde – polo de Campanhã. O projeto inclui oficinas de cerâmica, a construção de um forno de papel, uma exposição e percursos pelo território, valorizando o saber artesanal e a relação com o lugar.
Também no dia 19, o público mais novo é convidado a conhecer O Meu Primeiro Paninho, uma criação do grupo Bebé em Cena. Com duas sessões no espaço O Lugar – Teatro da Palmilha Dentada, a peça é destinada a bebés e cuidadores.
Já no dia 26, o Bairro Dr. Nuno Pinheiro Torres acolhe Partilhas, às 15h30. Esta performance insere-se no projeto Mulheres em Cena, com texto de Alice Guerreiro e interpretação de seis mulheres ligadas à Sala de Consumo Assistido do Porto. O espetáculo aborda questões como maternidade, trabalho e relações familiares.
Mais tarde, às 21h30 do mesmo dia, a Associação Nun’Álvares de Campanhã será palco de Uma Rua de Cada Vez, peça escrita por Mariana Correia Pinto e encenada por António Durães e Luísa Pinto. A partir de uma história verídica, o espetáculo reflete sobre o direito à habitação e o envelhecimento, unindo diferentes gerações em palco.
A programação termina a 31 de julho na UPTEC – Baixa, com o encontro Encruzilhada CEP: Corpografias Escreviventes Pretuguesas, dirigido por Rafael Campos. Esta iniciativa reúne artistas e participantes em torno da reflexão sobre a identidade negra na cidade, através de oficinas, percursos, formações e práticas artísticas.
Todas as atividades são gratuitas e abertas ao público. Mais informação em www.culturaemexpansao.pt.
Foto: via Ágora