As noites de verão no Porto voltam a ter o jazz como protagonista, com a nova edição do festival Porta-Jazz ao Relento. Entre 10 e 13 de julho, de quinta-feira a domingo, quatro bandas sobem ao palco instalado junto ao Lago dos Cavalinhos, nos Jardins do Palácio de Cristal. Todos os concertos são de entrada livre e começam às 22h.
O evento é promovido pela associação Porta-Jazz e reúne projetos musicais que lançaram recentemente discos com o selo Carimbo Porta-Jazz, editora independente que já contabiliza mais de 100 álbuns no seu catálogo (via Ágora).
Com o apoio da Câmara Municipal do Porto, através da Ágora, o festival mantém a missão que o viu nascer. Como recorda João Pedro Brandão, um dos fundadores da associação:
“A parceria com a Câmara do Porto existe desde a primeira edição, em 2012, e a nossa missão mantém-se: apresentar projetos originais que espelhem a vitalidade do movimento de músicos de jazz do Porto, em colaborações com os pares nacionais e internacionais.”
O programa arranca já esta quinta-feira, 10 de julho, com o Fragoso Quinteto, liderado pelo contrabaixista João Fragoso. O grupo apresenta Canta Derrocada, um disco que combina diversas perspetivas criativas com os talentos de Albert Cirera (saxofone), João Almeida (trompete), João Carreiro (guitarra) e Miguel Rodrigues (bateria).
Na noite seguinte, 11 de julho, sobe ao palco o projeto Lado Umbilical, do guitarrista AP, nome artístico de António Pedro Saramago Campos Neves. Segundo descrição da própria editora, o álbum “emerge das fronteiras, cresce, manifesta-se e assim se afirma, numa oposição ora subtil ora cerrada aos limites da música, aos limites da humanidade”.
Em palco, AP contará com João Pedro Brandão (flauta transversal), Gil Silva (saxofones e flauta), Miguel Meirinhos (piano) e Gonçalo Ribeiro (bateria).
O concerto de sábado, 12 de julho, traz Antídoto, trabalho de Miguel Rodrigues (bateria), criado em colaboração com José Soares (saxofone-alto), André Matos (guitarra) e Demian Cabaud (contrabaixo). Este álbum explora a improvisação como forma de diálogo e experimentação sonora, fundindo timbres distintos em composições abertas.
A encerrar o ciclo, no domingo, 13 de julho, será apresentado o disco Wabi-sabi, resultado da parceria entre o trompetista Gonçalo Marques e o contrabaixista Demian Cabaud. O projeto convida ainda o baterista Marcos Cavaleiro e o saxofonista John O’Gallagher, uma figura proeminente do jazz nova-iorquino, “para um passeio pelas areias movediças das suas composições originais”.
Ao longo do ano, a Porta-Jazz promove concertos regulares na sua sede e em outros espaços culturais da cidade, além de organizar o seu festival anual no Teatro Municipal do Porto. Este ciclo ao ar livre representa uma extensão dessa atividade, levando o jazz ao coração dos jardins da cidade.