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2020 provocou transição abrupta dos serviços para o online

2020 provocou transição abrupta dos serviços para o online

O ano de 2020 foi o reflexo da abrupta transição dos pequenos e médios negócios do setor dos serviços para o ‘online’ e da inevitabilidade dos consumidores, ainda que em confinamento, continuarem a encontrar resposta para as suas necessidades, revelou a Fixando, que conseguiu um crescimento de 7% nas transações do ano, contra 73% entre 2018 e 2019. 

A plataforma sublinha que, numa análise global de desempenho de 2020, para encontrar profissionais para todos os serviços, o ano incidiu principalmente na transição das áreas da “Casa” e dos “Serviços Domésticos” para o online.

“Estes dois subsetores são compostos por, respetivamente 36% e 19% de todos os profissionais inscritos. A categoria de “Limpeza” foi escolhida por mais de 16% dos novos profissionais inscritos, seguindo-se a de “Remodelação e Construção”, que abrange mais de 6% das pequenas e médias empresas que se juntaram à Fixando em 2020”, explica Alice Nunes, diretora de Novos Negócios.

No que diz respeito à procura, a empresa sublinha que o top de serviços 2020 foi ocupado por “Certificação Energética”, “Treino de Cães”, “Hotel para Cães”, “Limpeza da Casa” e “Reparação de Telemóvel ou Tablet”, que sucedeu a “Hotéis para Cães”, “Certificação Energética de Edifícios”, “Locais para Eventos”, “Empresas de Catering” e “Aluguer de Insufláveis para Festas”, que se destacou em 2019. 

De acordo com a responsável, foi “evidente uma quebra da procura de serviços relacionados com eventos”, bastante adiados devido à pandemia.

Por sua vez, a “procura de serviços de psicologia cresceu 695%, seguindo-se as “Entregas de Refeições”, com 404% e os” Lares de Idosos”, que registaram um crescimento de 365%”, lê-se no comunicado divulgado pela Fixando. 

Do lado das quebras, o top 10 de serviços cuja procura mais decresceu em 2020 é composto por serviços relacionados com eventos (maquilhagem, catering, fotógrafos), “todos a registarem perdas superiores a 65%”.

“Acreditamos que este ano não será exceção e que assistiremos a um boom na procura acompanhado pela capacidade de resposta dos profissionais que aproveitaram o início do ano para investir nos seus negócios. Estimamos que a recuperação económica mais impactante (e necessária) será no setor dos eventos a partir do segundo semestre do ano, alinhada com não só com o levantamento das restrições graças à vacina, mas também com a consolidação dos novos negócios do ramo que surgiram exclusivamente no online (como é o caso da organização de eventos virtuais, ou dos espetáculos digitais)”, aponta Alice Nunes. 

Já nos outros subsetores, a responsável adianta que se estima “um crescimento equilibrado, semelhante ao dos anos anteriores, mas com um maior volume de transações a ocorrer no online, ao invés dos modelos tradicionais que, até 2020, sempre tiveram um plano de destaque no setor dos serviços”. 

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