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2 lendas sobre o Porto que possivelmente nunca ouviu falar

2 lendas sobre o Porto que possivelmente nunca ouviu falar

Quando pensamos no Porto, pensamos na sua cultura, gastronomia ou até mesmo paisagens. No entanto, também se trata de uma cidade envolta em alguns mistérios, ainda hoje por desvendar. Neste artigo, damos-lhe a conhecer alguns mitos/lendas que existem na cidade.

1. Estação de São Bento

Se é do Porto, certamente já passou pela Estação de São Bento. Este é um dos locais mais emblemáticos da cidade, famoso pelo interior revestido de azulejos azuis e brancos. Todos os dias, milhares de pessoas passam por ali para apanhar comboio ou metro. Mas será que estas sabiam que existe uma lenda sobre um fantasma que habitou esta estação?

Voltando atrás no tempo, antes de ser estação ferroviária, o local foi um convento. Em 1525, D. Manuel I ordenou a construção de um mosteiro dedicado a São Bento, destinado apenas a mulheres da alta sociedade.

Com o passar dos anos, em 1834, Joaquim António de Aguiar — o famoso “Mata-Frades” — decretou a extinção das ordens religiosas em Portugal. Desde então, o convento deixou de receber noviças, e as freiras foram diminuindo até restar apenas uma. A última terá falecido 58 anos depois dessa decisão.

Reza a lenda que as orações e cânticos de D. Maria da Glória Dias Guimarães, essa última freira, ainda ecoam pelas paredes da estação. Muitos referem-se a esta como o fantasma de São Bento, mantendo viva a memória de quando o espaço era um convento.

2. Ilha do Frade

Conta a lenda que, no Largo de António Calém, existiu em tempos uma pequena ilha no estuário do Douro, conhecida como Ilha do Frade. Diz-se que, na margem de Gaia, havia um mosteiro de frades franciscanos. 

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Todos os dias, uma leiteira levava leite ao convento e, nessas idas e vindas, cruzava-se sempre com o porteiro do mosteiro, que acabou por se apaixonar por ela, segundo a história.

O tempo foi passando — dias, meses, anos — até que o porteiro decidiu revelar o que sentia. Garantiu à leiteira que não era frade, mas apenas porteiro, e declarou-lhe o seu amor. A jovem, surpreendida, contou a situação ao namorado, que decidiu pregar uma partida ao pobre apaixonado.

Assim, a leiteira combinou um encontro com o porteiro num barco, dando-lhe a esperança de que o seu amor era correspondido. Sem desconfiar de nada, o homem entrou no barco e esperou pela sua amada.

Nessa noite, fez-se nevoeiro e, desorientado, o porteiro perdeu por completo a noção de onde estava. Quando amanheceu, finalmente percebeu o que tinha acontecido: encontrava-se sozinho numa pequena ilha. Ao olhar para a margem, viu a leiteira e o namorado rindo da situação, deixando-o humilhado.

Desde então, o local ficou conhecido como “Ilha do Frade”, nome que permanece até aos dias de hoje.

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