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14 mil toneladas de comida são desperdiçadas todos os anos no Porto

14 mil toneladas de comida são desperdiçadas todos os anos no Porto

Se metade do desperdício alimentar fosse evitado, a área metropolitana do Porto pouparia mais de 80 milhões de euros, dos quais quase 10 milhões só na cidade do Porto, aponta um relatório apresentado no Fórum Económico de Davos.

Elaborado pela Fundação de defesa da economia circular Ellen MacArthur, com o apoio da Fundação Gulbenkian, o documento revelou que cerca de 14 mil toneladas de comida são desperdiçadas todos os anos no Porto.

Segundo o relatório – que estudou as cidades do Porto, Bruxelas, Guelph e São Paulo -, em 2050, será nas cidades “que se consumirão 80% dos alimentos produzidos em todo o mundo”, o que “lhes confere o poder de conduzir a mudança para este sistema saudável”.

Para resolver o problema, o relatório propõe um sistema alimentar circular e regenerativo para as cidades.

Assim, para o Porto, o estudo recomenda uma maior colaboração entre os vários municípios da área metropolitana, considerando que isso “poderá levar a um melhor aproveitamento dos alimentos”.

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“É possível melhorar e expandir ainda mais os programas existentes de prevenção de resíduos alimentares”, como as iniciativas Refood e Fruta Feia, aponta o estudo.

Para os investigadores, se metade do desperdício alimentar fosse evitado, a área metropolitana do Porto pouparia mais de 80 milhões de euros, dos quais quase dez milhões só na cidade do Porto.

A redução do desperdício alimentar ajudaria a resolver problemas de saúde pública como a desnutrição, bem como evitaria a emissão de 92 mil toneladas de gases com efeito de estufa na área metropolitana do Porto.

O relatório prevê que, até 2050, cinco milhões de pessoas por ano vão morrer devido a danos causados pela produção industrial de alimentos.

Nos próximos 30 anos, o número de mortes devido a fatores de produção industrial de alimentos será o dobro das causadas por obesidade e quatro vezes o número de mortes em acidentes de viação atualmente, aponta ainda o relatório.

A produção de alimentos é responsável por quase um quarto das emissões de gases com efeito estufa. Para resolver o problema, é preciso um sistema alimentar circular e regenerativo para as cidades, defendem os investigadores.

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